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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Governo Federal

12/02/2018 - 16h15min. Alterada em 12/02 às 17h27min

Temer anuncia comitê e diz que Roraima terá recursos para crise dos venezuelanos

Temer (ao centro) editará uma medida provisória até a próxima quinta-feira para ajudar o Estado

Temer (ao centro) editará uma medida provisória até a próxima quinta-feira para ajudar o Estado


Beto Barata/PR/Divulgação/JC
O presidente Michel Temer (PMDB) anunciou nesta segunda-feira (12), que criará um comitê para acompanhar a imigração venezuelana para Roraima. Segundo ele, será uma "coordenação federal em conjunto com o Estado". Além disso, Temer editará uma medida provisória até a próxima quinta-feira, para ajudar o Estado e ressaltou que não faltarão recursos para isso. "Esse comitê será formado com coordenação nacional, que é fundamental, mas isso não significa que haverá interferência interna", afirmou.
Ele listou o fluxo de venezuelanos para Roraima como um dos principais problemas atuais, que, para o presidente, pode ter impacto também nos outros Estados do País. De acordo com Temer, a chegada de venezuelanos "traz dificuldade a Roraima". "Todos os recursos necessários serão usados para solucionar a questão dos venezuelanos", reforçou.
Segundo o presidente, é preciso "proteger a integralidade territorial e proteger os habitantes do Estado". Ainda de acordo com Temer, a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), mencionou que os venezuelanos estariam "tirando emprego de roraimenses".
Temer mencionou ainda que é preciso tratar a questão com um viés humanitário para garantir apoio aos imigrantes. "Muitos venezuelanos saem do seu país sem desejá-lo e vem para cá em situação de miserabilidade absoluta", avaliou. Ele questionou se o País vai deixar os venezuelanos passar fome ou ficar sem assistência médica, por exemplo. Esses pontos cruciais seriam discutidos pelo comitê.

Brasil não irá proibir o ingresso de venezuelanos, garante Temer

Durante viagem a Roraima nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer mencionou a possibilidade de enviar venezuelanos que entraram no Estado para o restante do Brasil. Segundo ele, a chamada "interiorização" poderia "diluir a entrada" dos imigrantes.
Embora não tenha mencionado no discurso desta segunda, o governo avalia desde a semana passada realocar cerca de mil venezuelanos pelos Estados de São Paulo, Paraná, Amazonas e Mato Grosso.
No discurso, Temer lembrou ainda que sempre falou, inclusive em discurso na ONU, que não vai proibir a entrada de estrangeiros refugiados no País. Ele afirmou que o governo vai trabalhar para "ordenar" a entrada dos imigrantes. Para isso, o presidente anunciou nesta segunda que criará uma coordenação federal em conjunto com o Estado para tentar resolver a situação.
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