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Porto Alegre, domingo, 11 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Policia Federal

10/02/2018 - 15h28min. Alterada em 11/02 às 22h01min

OAB critica Segovia e diz que não é adequado falar sobre investigação em curso

"As instituições precisam transmitir credibilidade para a sociedade", diz Lamachia

"As instituições precisam transmitir credibilidade para a sociedade", diz Lamachia


JONATHAN HECKLER/JC
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, se manifestou na manhã deste sábado (10) sobre a declaração do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, sobre o inquérito dos Portos. À agência Reuters, Segovia afirmou que a tendência é o arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer.
"As instituições precisam transmitir credibilidade para a sociedade. Nesse sentido, não me parece recomendável, nem é apropriado, que o diretor-geral da Polícia Federal dê opiniões a respeito de investigações em curso, sobretudo porque, recentemente, manteve reuniões com o investigado. O momento do País pede o fortalecimento das instituições", disse Lamachia em nota.
De acordo com o chefe da PF não foram encontradas, até o momento, provas sobre o pagamento de propina por parte da empresa Rodrimar para Temer. Hoje (10), Segovia enviou uma mensagem por WhatsApp aos colegas, onde disse que 'em momento algum' falou que a apuração seria arquivada.
"Em momento algum falei que a investigação vai ser arquivada. Falei que o delegado Cleyber tem total independência na condução das investigações. Disse que ele está fazendo uma cabal apuração de todos os fatos. Infelizmente, dei uma opinião pessoal no final da entrevista. Se pareceu que havia uma intervenção, foi por causa do repórter que deu a interpretação que quis ao conjunto da entrevista", afirmou o diretor.
"Quanto à possibilidade de punição ao delegado que conduz o inquérito sobre o presidente da República, devemos observar que o investigador deve ter sua liberdade e independência preservadas. Ao agir de acordo com a lei, o investigador não comete ilícito", acrescentou Lamachia.
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