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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Polícia Federal

Notícia da edição impressa de 09/02/2018. Alterada em 08/02 às 23h17min

PF prende deputado que tentava entrar no Paraguai

Parlamentar foi condenado a cinco anos e três meses por dispensa irregular de licitação

Parlamentar foi condenado a cinco anos e três meses por dispensa irregular de licitação


ZECA RIBEIRO/AGÊNCIA CÂMARA/JC
A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC), condenado a cinco anos e três meses por dispensa irregular de licitação, um caso que se arrastava desde 2012 no Supremo Tribunal Federal (STF) e não tem ligação com a Operação Lava Jato.
Vindo de Orlando (EUA), o deputado foi preso no aeroporto de Assunção, no Paraguai, mas impedido de entrar no país. Ele aguardou na área de imigração do aeroporto até ser colocado em um voo para São Paulo, onde foi preso nesta madrugada. Ele deverá cumprir a pena, a princípio, segundo o STF, em regime semiaberto.
A PF informou ter apurado, com apoio das suas adidâncias policiais nos EUA e no Paraguai, que o deputado "se encontrava no exterior e havia modificado seu bilhete de passagem, alterando o destino final do Brasil para o Paraguai".
Em um vídeo postado na página do parlamentar em rede social, o deputado afirmou que ele e sua família saíram de Orlando e que o destino final seria Campinas (SP), mas confirmou que "mudou sua passagem para vir por Assunção", Paraguai, porque temia sua exposição na mídia. "Porque, ao chegar no aeroporto de São Paulo, certamente a imprensa toda estaria lá, e eu queria evitar um constrangimento meu e de minha família", disse o deputado. Ele afirmou que "iria fazer o deslocamento de carro até Chapecó (SC), onde sexta-feira, conforme já havia anunciado, eu estaria me apresentando à Polícia Federal para início de cumprimento de pena".
"Chegando aqui (Assunção), a Polícia Federal cumpriu seu papel, já me abordou tão logo desci do voo, automaticamente já conversamos e encaminhamos o que é necessário ser encaminhado", disse o parlamentar.
A PF informou ao ministro do STF Alexandre de Moraes que havia risco de a pena prescrever no próximo dia 12, e por isso o ministro autorizou a inclusão do nome do deputado na difusão vermelha da Interpol, o que permitiu a captura do parlamentar.
Com a ordem do ministro, o deputado foi impedido de entrar no Paraguai e direcionado em um voo para Guarulhos.
Rodrigues fora condenado em 2009 pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre. Em 6 de fevereiro, a Primeira Turma do STF não acolheu o último recurso do parlamentar e determinou a prisão.
No vídeo postado em sua página, o deputado afirmou que seus advogados "vão trabalhar para reverter o caso". Sobre a acusação, o deputado disse que "não tem desvio de dinheiro, não tem roubo". "A pergunta que eu faço: qual é o valor do desvio? Não tem valor nenhum. Mas muito bem, a Justiça é para todos, e ela precisa ser cumprida. Muito obrigado pelo apoio de todos, pela solidariedade, vamos à luta, vamos cumprir nossa missão, cumprir aquilo que a lei determina", disse Rodrigues.
Em nota divulgada no último dia 6, o STF informou que a Primeira Turma acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para o cumprimento imediato da pena de Rodrigues. Segundo o STF, o deputado era acusado de, "na qualidade de prefeito interino de Pinhalzinho (SC), ter autorizado a abertura de licitação para a aquisição de uma retroescavadeira, na modalidade tomada de preços, e assinado o edital correspondente utilizando expedientes lesivos ao caráter competitivo". O TRF-4 entendeu "ter havido dolo e determinou a condenação". 
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