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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 14/02/2018. Alterada em 13/02 às 21h46min

Volta às aulas, trânsito e poluição

Daniel Ustárroz
A volta às aulas alegra a maioria das crianças, as quais, ansiosas pelo reencontro com os seus amigos, anteveem no novo ano letivo uma oportunidade de descobrimentos. Mas o final do recesso escolar não é feito só de alegrias. Um dos principais problemas, especialmente nos grandes centros urbanos, reside na perturbação da mobilidade urbana, com aumento médio de 25% na frota circulante. Por decorrência: engarrafamentos, poluição, estresse e dano à qualidade da vida das pessoas.
Em face dessa realidade, muitos países buscam soluções para mitigar o prejuízo social causado pelo aumento do tráfego. Londres, por exemplo, além dos pedágios urbanos, adotou uma postura mais rigorosa, ao proibir que os pais deixem seus filhos de carro próximos aos educandários. Em nome da saúde, impôs aos condutores distância mínima de cinco quadras das entradas, exigindo assim que os carros sejam estacionados em vias próximas e o trajeto seja completado a pé, sob pena de multa de 100 libras.
No caso de Porto Alegre, duas alternativas efetivas sempre lembradas esbarram em dificuldades. O incentivo ao uso de bicicleta colide com a geografia da cidade e a ausência de vias adequadas para os ciclistas. De seu turno, o transporte público padece com a queda do número de usuários, tarifas altas suportadas pelos passageiros, desinteresse do poder público em subsidiar a solução de problemas ambientais e urbanísticos. Isso sem contar a mentalidade do século XX, arraigada nas pessoas, de preferência ao transporte individual.
Resta ao cidadão utilizar medidas gestadas pela própria sociedade para amenizar o problema cotidiano do trânsito. Uma delas é a prática da carona solidária, que vem sendo adotada por pais e trabalhadores, otimizando o uso dos veículos. Outra é a utilização da tecnologia, para identificar meios de transporte - públicos e privados - para viabilizar deslocamentos mais econômicos e eficientes. O aplicativo moovit cumpre essa missão.
No mais, paulatinamente, espera-se que a nova cultura do século XXI de privilégio ao espaço urbano se estabeleça. Será positivo para as pessoas (crianças e idosos em especial) e ao meio ambiente.
Professor de Direito da Pucrs
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