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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 14/02/2018. Alterada em 13/02 às 21h45min

Plágio no Enem

Mariana Rutigliano
O recente episódio de plágio no Enem evidencia dois grandes problemas da educação: os jovens não são preparados para a escrita original e não temos tecnologia para mapear a falta de originalidade da escrita na principal avaliação do ensino médio brasileiro.
O caso aconteceu em Salvador/BA. Na ocasião, um aluno teria copiado a sinopse de um livro na redação, cujo tema era educação para surdos. Isso nos mostra que os alunos não são treinados para a escrita original, para desenvolver ideias criativas, para pensar em soluções e para concatenar propostas em frases e parágrafos que façam sentido.
Por sorte, um dos corretores leu a obra. Deve ter consultado a internet e constatou que era uma cópia. É assim que a maioria dos professores no País identifica conteúdo plagiado. Esforçam-se para trazer à memória trechos que possam ter sido copiados; buscam na rede partes do texto que estão bem escritas, que destoam do restante do material ou que parecem ter sido traduzidas. Nesse esforço, algumas vezes encontram a cópia, outras não.
Se o corretor não tivesse conhecimento da obra, e sem tecnologia que ajude a identificar o plágio, o aluno teria passado com boa nota? O fato é que existem tecnologias que podem auxiliar os professor e melhorar a escrita original dos alunos ao longo do processo educativo. São os chamados softwares antiplágio, utilizados nas principais universidades e escolas de Ensino Médio, no Brasil e do mundo.
O Enem acerta ao exigir que alunos escrevam na prova. Universidades e programas de financiamento estudantil também vão na direção correta ao exigirem nota mínima na redação. Agora, as escolas precisam se mobilizar para trabalhar a escrita original dos alunos, enquanto que o governo precisa garantir que os alunos com escrita original de verdade recebam as maiores notas na redação.
Gerente de marketing da Turnitin
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