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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 09/02/2018. Alterada em 08/02 às 22h05min

As privatizações não servem à sociedade

Aldacir Oliboni
Toda vez que se alardeiam crises financeiras na administração pública, tal comportamento pressupõe uma lógica perversa. A ideia neoliberal em voga na década de 1990, que volta a ser praticada por governos conservadores, é reduzir a importância do Estado na vida da sociedade. Dessa forma, se permite a apropriação de serviços públicos por empresas privadas e se reduzem investimentos em inclusão e proteção social. Um mecanismo nefasto por meio do qual se coloca o mercado, o lucro e a concentração de renda acima da vida das pessoas.
As privatizações são uma opção de governos movidos por interesses de grandes corporações, e não uma solução para crises financeiras. Quando se privatiza uma empresa pública, há que se considerar três aspectos. O primeiro é que tais instituições geram recursos para investimentos em melhorias da qualidade de vida da população; quando privatizadas, passam a produzir lucros apenas para alguns empresários. O segundo, é que as mesmas são vendidas em leilões a preços abaixo do seu valor real e acabam resolvendo somente problemas de fluxo financeiro imediato - não a crise estrutural do Estado. Por fim, todos sabemos: a responsabilidade da iniciativa privada em prestar os mesmos serviços com qualidade é bem menor do que a de uma empresa pública.
Veja-se o exemplo de Mariana, em Minas Gerais, onde uma catástrofe ambiental sem precedentes foi ocasionada por uma empresa que fora privatizada. Que se contabilizem as milhões de reclamações registradas anualmente após a privatização do sistema de telefonia. Veja-se o desastre que foi a privatização do saneamento em Uruguaiana. Observe-se a diferença da qualidade oferecida pela Carris, ante a das empresas privadas que operam o transporte coletivo em Porto Alegre. As privatizações não servem à sociedade. Atendem, sim, a grupos econômicos interessados em obter mais lucros em detrimento dos direitos da população.
Vereador, líder do PT na Câmara de Porto Alegre
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