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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 09/02/2018. Alterada em 08/02 às 22h01min

O caminho para reduzir a desigualdade

Yeda Crusius
Educação e igualdade social caminham juntas, como demonstram enfaticamente vários estudos no País e no exterior. E dados divulgados há poucas semanas pelo IBGE ajudam a entender por que a desigualdade de renda não caiu no Brasil nos últimos anos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, cinco em cada 10 brasileiros não frequentaram a escola além do Ensino Fundamental. Da população de 25 anos, 51% possuía o primeiro grau, contra 26,3% com Ensino Médio e 15,3%, o grau superior. Resultado de uma década perdida, em que os governos petistas investiram mal na educação. Somente entre 2010 e 2016, R$ 30 bilhões foram direcionados ao Ensino Superior, enquanto R$ 10 bilhões foram para a educação básica. Uma inversão de prioridades injustificável. E alguns avanços que tivemos, infelizmente, foram corroídos com a crise.
Despreparada, toda uma geração luta hoje contra o desemprego, por falta de qualificação para voos maiores. E sofre com os efeitos de uma crescente violência, que interrompe futuros e aprofunda diferenças. Em um dos países mais desiguais do mundo, a educação é esperança de muitos para romper o ciclo de miséria e ter uma vida digna.
Resgatar o tempo perdido é nossa tarefa urgente. Na Câmara Federal, trabalhamos em busca de saídas. Uma delas é o Projeto de Lei nº 6.580/2016, que relatei e foi aprovado na Comissão de Tributação e Finanças. A proposta visa destinar 30% do arrecadado pela Receita Federal para escolas públicas da rede fundamental. Essa matéria, a médio e longo prazo, qualificará uma nova leva de brasileirinhos, apta a ter vida e emprego melhores. "A educação tem o poder de quebrar barreiras", diz o educador Aziz Abu Sarah. No País polarizado, empobrecido e violento em que vivemos hoje, é exatamente isso que precisamos. Ensinar nossas crianças a pensar. Educá-las para que limitações sejam superadas. Construir um futuro com mais desenvolvimento e menos desigualdade.
Deputada federal (PSDB)
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