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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 08/02/2018. Alterada em 07/02 às 22h50min

Aids: não tenha medo de fazer o teste

Octavio Fernandes
Muitos jovens aguardam o Carnaval para se divertir sem restrições. Em meio aos blocos, acabam conhecendo uma pessoa e trocam beijos, o clima esquenta e vão a um motel. Procuram no bolso, na bolsa, na carteira e concluem que estão sem camisinha. Pode parecer besteira, mas uma noite sem preservativo pode levar a uma infecção que compromete 827 mil brasileiros. Estamos falando do HIV. Se não tratado, pode levar a uma doença grave e que pode ser letal: a Aids. Esta síndrome é um conjunto de sinais e sintomas que ocorre por uma deficiência no sistema imune causada pelo vírus HIV, que penetra nos linfócitos e não permite que as células de defesa protejam o corpo de infecções. A principal via de contaminação é por sexo sem proteção, mas pode ocorrer por transmissão de mãe para o bebê ou transfusão sanguínea.
Dados divulgados em 2016 pelo Ministério da Saúde revelam que 827 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, cerca de 112 mil não sabem que estão infectadas. Do total de pessoas soropositivas identificadas no País, 372 mil seguem sem tratamento, apesar de 260 mil delas já saberem que estão infectadas.
As indicações formais para fazer o exame de sangue já abrangem muitas pessoas, principalmente no quesito do comportamento sexual de risco, que não é incomum (indivíduos com vários parceiros sexuais ou que não usam preservativo). Outra indicação é a presença de sintomas sugestivos de HIV, que são inespecíficos e incluem: emagrecimento, náuseas, vômitos, dor abdominal, febre, entre outros. Por conta disso, todo indivíduo que desejar se testar deve fazer o exame, e isso faz parte da busca pela saúde e segurança sexual.
Portanto, se você ainda não fez testes para infecções transmitidas pelo sexo ou já fez há algum tempo e deseja cuidar da sua saúde de forma mais ativa, faça os exames! É importante saber o quanto antes, pois um diagnóstico precoce pode mudar a história natural dessas doenças.
Patologista clínico e vice-presidente de operações do Labi Exames 
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