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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 06/02/2018. Alterada em 05/02 às 21h43min

A escola pública está funcionando?

Marco Antônio Bomfoco
Alguns dias atrás, vi um grupo de jovens saindo de uma escola, na periferia da Capital. Não pareciam muito animados. Nem poderia ser diferente, já que eles deveriam estar em férias. Mas a greve do magistério estadual os obrigou a "recuperar" as aulas perdidas. A greve, encerrada sem conquistas palpáveis, serviu apenas para transtornar a vida dos estudantes e de suas famílias. O problema é complexo e antigo. De fato, foi nos anos 1970 que a escola pública, procurando atender a maioria da população, sem cuidado com a qualidade, começou a perder a sua "aura". Já os embates entre o sindicato dos professores e o governo começaram na gestão Amaral de Souza, no início dos anos 1980. De lá para cá, não se pode falar em avanços significativos. Por isso, é necessário repensar o papel do sindicalismo neste século XXI. No seu formato atual, os sindicatos estão quase superados, pois não manifestam nenhuma força nem trazem qualquer impacto positivo para a sociedade.
A situação atual nas escolas é assustadora: violência, drogas, desrespeito e slogans ideológicos em lugar de formação intelectual. A maioria das escolas estaduais não dispõe de condições estruturais mínimas para atender a comunidade. Faltam livros, laboratórios e kits de ciência; a internet é lenta ou está indisponível. E os alunos não têm tablets. Não é de estranhar, portanto, que os estudantes aprendem muito pouco e que muitos deles abandonem a escola antes de concluir o Ensino Médio. Em síntese, as escolas não são bons ambientes de aprendizagem.
Enquanto as famílias e a população em geral não compreenderem que precisam participar mais desse processo, as dificuldades da educação dificilmente serão superadas. É preciso chegar a um ponto em que a educação seja o mais importante na vida das crianças e dos jovens. Dentro desse espírito de diálogo, acredito no poder dos pais para organizar um lobby pelos seus filhos - o que pode se constituir em uma poderosa mensagem - aos deputados e congressistas.
Professor, doutor em Linguística e Letras
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