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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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alemanha

Notícia da edição impressa de 08/02/2018. Alterada em 07/02 às 20h24min

Merkel garante acordo de coalizão

Chanceler alemã considerou o processo de negociação 'doloroso'

Chanceler alemã considerou o processo de negociação 'doloroso'


/BRITTA PEDERSEN/DPA/AFP/JC
Mais de quatro meses após as eleições, a chanceler alemã, Angela Merkel, chegou a um acordo para formar uma coalizão. A parceria será travada entre o seu partido, União Cristã-Democrata (CDU), e o rival Partido Social-Democrata (SPD). Participará, ainda, o União Cristã-Social (CSU), aliado de Merkel na Baviera, comandado por Volker Kauder.
A liderança do SPD confirmou os avanços em uma mensagem enviada a seus membros via WhatsApp: "Cansados, mas satisfeitos". As negociações se arrastaram noite adentro, após uma maratona de conversas entre os representantes dos partidos.
O acordo é um importante passo rumo à formação de um governo na maior economia europeia, após uma espera considerada longa demais por outros líderes do continente. O presidente francês, Emmanuel Macron, por exemplo, depende de Berlim para implementar as reformas que prometeu à União Europeia. A última etapa deve ser a aprovação dessa parceria pelos mais de 460 mil membros do SPD, que votam por correio nas próximas semanas. Se receber o aval, o novo governo pode ter início até abril.
CDU e SPD governam juntos desde 2013, mas a aliança incomodou parte do eleitorado social-democrata, contribuindo para o resultado historicamente ruim no pleito de 24 de setembro - o pior desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O SPD teve 20,5% dos votos, contra os 32,9% do CDU. O partido ultranacionalista de direita AfD (Alternativa para a Alemanha) recebeu 12,6%.
Com um acordo entre CDU e SPD, o AfD será o principal partido da oposição, um cenário que preocupa parte do país. A ala jovem do SPD chegou a pedir o boicote da coalizão para garantir que os social-democratas fossem a maior sigla de oposição no Parlamento.
O acordo entre os três partidos provavelmente significa que Merkel continuará no cargo de chanceler. Sua permanência era dada como certa até as eleições, mas as duras negociações lhe custaram capital político. Ela governa a Alemanha há 12 anos.
O custo para o tratado, no entanto, pode ter sido alto. A imprensa alemã sugere que diversos dos cargos de alto escalão do governo irão para o rival SPD, incomodando aliados no CDU. Social-democratas terão as pastas das Finanças, Trabalho e das Relações Exteriores, por exemplo, algo ainda não confirmado. O CDU, por sua vez, manteria Defesa, Economia e a própria chancelaria, enquanto o CSU ficaria com o Ministério do Interior. "Foi um processo doloroso", disse Merkel sobre a dificuldade das negociações.
Os partidos negociaram, além dos ministérios, diversas das políticas públicas para os próximos anos. Eles concordaram em endurecer o controle à exportação de armas, excluindo os países compradores que participam da guerra no Iêmen, como a Arábia Saudita.
CDU e SPD também se comprometeram a limitar em mil o número de refugiados entrando por mês na Alemanha para se reunir com familiares residindo ali. Esse foi um dos pontos duros das negociações, assim como a proibição de um pesticida considerado danoso à população de insetos na Europa - essa última medida era uma reivindicação dos social-democratas.
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