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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 08/02/2018. Alterada em 08/02 às 00h24min

Sírio-Libanês avaliará opções do Beneficência

Sírio-Libanês vai fazer estudo sobre reestruturação administrativo-financeira do Beneficência

Sírio-Libanês vai fazer estudo sobre reestruturação administrativo-financeira do Beneficência


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Isabella Sander
Passando por grave crise financeira desde a rescisão de contrato com a prefeitura de Porto Alegre, há mais de três meses, o Hospital Beneficência Portuguesa ganhará uma consultoria gerida pelo Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, para tentar se reerguer. O estudo começa na semana que vem, pago pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
Durante três meses, o Sírio-Libanês fará um trabalho visando à reestruturação administrativo-financeira do hospital gaúcho. Depois disso, os consultores do hospital paulista entregam o resultado do estudo à gestão do Beneficência e vão embora. "O Sírio não irá assumir o Beneficência, só fará a reformulação", esclarece o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), que articulou, junto ao Ministério da Saúde, a realização da consultoria. O trabalho envolverá capacitação de recursos humanos e apoio ao desenvolvimento de técnicas e operações de gestão em saúde.
O presidente do Beneficência Portuguesa, Augusto Veidt, ainda não foi contatado oficialmente pelo Ministério da Saúde sobre a escolha do Sírio-Libanês, mas alega que a realização da consultoria já era prevista. "Não há novidade. Eles entraram em contato conosco em janeiro, e já estava certo que o estudo seria feito, só não estava designado quem faria", explica.
No Brasil, há seis hospitais credenciados para fazer esse tipo de trabalho - entre eles, o Moinhos de Vento, de Porto Alegre. Porém, como a logística não permitiu que o consultor fosse o Moinhos, o Sírio foi incumbido da tarefa.
Articulador dos acertos com o Ministério da Saúde, Goergen relata que foi procurado por um grupo de médicos, que pedia ajuda para evitar o fechamento do Beneficência. "Me coloquei à disposição e marquei uma reunião em Brasília. Como o hospital está inadimplente e não pode receber verbas públicas, conseguimos apoio através do Proadi-SUS, para acertar um novo formato de gestão do estabelecimento", conta.
Para o deputado, essa é uma conquista importante na luta pela manutenção da tradicional instituição. "Se dá para salvá-la, não sei, mas não há estrutura melhor para disponibilizar para a população. É um hospital de renome nacional", ressalta.
Em paralelo à consultoria, está em andamento, desde dezembro, a realização de uma auditoria econômica, contábil e financeira, sob responsabilidade do Banrisul. A estimativa é que esse estudo seja finalizado em até 90 dias. "Não estamos pressionando, porque é um trabalho complexo. Está tudo andando conforme o programado", assegura Veidt. Segundo o presidente do Beneficência, tratam-se de trabalhos complementares - enquanto a auditoria investiga o passado da instituição, a consultoria visa ao seu futuro.
Para o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, a consultoria é um passo decisivo para a recuperação da instituição. "Agora, temos certeza de que vamos recuperar o Beneficência e que ele voltará a atender com capacidade plena", afirma.

Hospital poderá abrigar 30 leitos psiquiátricos

Argollo espera que sejam abertos 30 leitos de psiquiatria no curto prazo

Argollo espera que sejam abertos 30 leitos de psiquiatria no curto prazo


LUIZA PRADO/JC
Enquanto os estudos são feitos, seguem as negociações com hospitais que possam assumir a instituição e planos de saúde interessados em se credenciar para atendimento. Uma das possibilidades aventadas é que o estabelecimento vire um hospital-escola para alunos da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Outra é fazer um contrato com a Cruz Vermelha, que funciona em outro ponto na avenida Independência.
Junto com as negociações, há a previsão de abertura de cerca de 30 leitos psiquiátricos. "É uma carência que poderemos suprir", aponta Veidt. O Estado anunciou que repassará verbas para essa demanda à prefeitura. "Leito psiquiátrico é mais fácil de manter, não precisa bloco cirúrgico, não exige muitos exames", observa Argollo. Apesar de fechado para atendimentos via SUS, o Beneficência ainda conta com cerca de 100 funcionários e tem ao menos três pacientes internados.
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