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Porto Alegre, terça-feira, 13 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Transporte

Notícia da edição impressa de 05/02/2018. Alterada em 04/02 às 21h25min

Ações tentam revogar aumento do Trensurb

Manifestação está prevista para hoje à tarde; no dia 1, já houve protesto

Manifestação está prevista para hoje à tarde; no dia 1, já houve protesto


/MARCO QUINTANA/JC
Está marcado para hoje, às 17h30min, na Estação Mercado do Trensurb, em Porto Alegre, um novo protesto contra o reajuste da passagem do trem metropolitano. O evento "Não ao aumento abusivo do Trensurb" está sendo convocado pelo Facebook e, até o fechamento desta edição, somava 4,5 mil pessoas interessadas e 1,5 mil que indicaram que devem participar. A primeira manifestação ocorreu em 1 de fevereiro, um dia após o anúncio de que o valor da tarifa do trem metropolitano passaria de R$ 1,70 para R$ 3,30, um reajuste de 94%.
Além disso, o Ministério Público Federal abriu inquérito para investigar o aumento, e representantes do PSOL anunciaram que vão protocolar uma ação contra o aumento da passagem. A União Estadual dos Estudantes (UEE Livre) também acionou a Justiça Federal na Capital.
Para Luciana Genro, liderança nacional do PSOL, trata-se de um claro reajuste abusivo. "O Brasil tem 14 milhões de desempregados. Só na Região Metropolitana de Porto Alegre são 205 mil pessoas sem trabalho, que utilizam diariamente o Trensurb para se locomover e procurar emprego. Um aumento de quase 100% na tarifa é um crime contra os desempregados", criticou a ex-deputada.
Segundo a Trensurb, o reajuste se justifica porque o valor estava congelado desde 2008. A empresa também alega que as despesas cresceram em função da expansão do sistema até Novo Hamburgo, aumentando os custos de funcionamento, operação e manutenção, incluindo os gastos com a energia elétrica de tração dos trens, que subiram mais de 100% no período.
Com o aumento, o valor da integração entre o metrô e os ônibus, realizada com a utilização dos cartões SIM ou TRI, passou de R$ 5,18 para R$ 6,62. A integração concede um desconto de 9,93%, uma vez que a tarifa total, sem o benefício, é de R$ 7,35. Os créditos que foram adquiridos até sexta-feira seguirão sendo descontados nos valores anteriores ao reajuste pelo período de 30 dias.
 
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Comentários
Celso Pereira dos Santos 13/02/2018 11h42min
Para entender o caos financeiro da Trensurb. Com o aumento da passagem a empresa só cobre os gastos com Pessoal e Encargos Sociais. O restante é subsídio do Governo Federal.
Celso Pereira dos Santos 05/02/2018 07h38min
Em 2017 a Trensurb obteve uma receita de R$ 110 milhões e uma despesa de R$ 250 milhões. Como transportou :55 milhões de usuários, para fechar o rombo a passagem deveria custar R$ 4,50. O que está faltando na empresa é gestão e responsabilidade com o dinheiro público. Reduzir o número de funções gratificadas, reduzir o valor das funções gratificadas, reduzir horas extras, fiscalizar as atividades das terceirizadas, distribuir melhor os empregados, etc, etc. Enfim serem competentes