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Porto Alegre, domingo, 11 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio

Notícia da edição impressa de 12/02/2018. Alterada em 11/02 às 22h16min

Varejo fecha 2017 com primeiro resultado positivo em três anos

Após euforia com Black Friday, compras caíram em dezembro

Após euforia com Black Friday, compras caíram em dezembro


/Stéphany Franco/Especial/JC
Após a euforia com as promoções da Black Friday, no final de novembro, os consumidores apertaram suas despesas nas compras de Natal. O comércio varejista registrou uma queda de 1,5% no volume vendido em dezembro em relação ao mês anterior, o pior desempenho para o período desde 2002, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Apesar da queda em dezembro, a análise do varejo em comparações mais de longo prazo mostram uma situação melhor. As principais quedas em dezembro foram nos setores mais marcados pela Black Friday em novembro. Essa Black Friday do ano de 2017 foi mais intensa, dada essa conjuntura melhor do poder de compra", justificou Isabella Nunes, gerente na Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.
No fechamento de 2017, porém, o saldo foi positivo. As vendas cresceram 2,0%, após uma perda de 10,2% acumulada em dois anos de quedas. Foi primeiro resultado positivo desde 2014. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o avanço foi de 4,0% sobre 2016. O resultado confirma o cenário de recuperação ainda gradual da atividade econômica, que deve ganhar tração ao longo deste ano, dizem economistas.
"Em 2017, o varejo conseguiu recuperar R$ 20,00 a cada R$ 100,00 perdidos com a crise. A inflação, historicamente muito baixa, e os juros também em queda ajudaram a recuperar o potencial de consumo. E ainda teve outro fator, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, que teve uma parte dos recursos liberada pelo governo no primeiro semestre), que ajudou à beça", lembrou Fabio Bentes, da Confederação Nacional de Bens Serviços e Turismo (CNC).
Os recursos das contas inativas do FGTS liberados pelo governo responderam por 0,6 ponto percentual da expansão de 2% do varejo em 2017, quase um terço do aumento nas vendas, calcula a CNC. A base de comparação baixa também ajudou a explicar parte do avanço no ano, mas a conjuntura econômica como um todo foi melhor do que nos anos anteriores, lembrou Isabella Nunes.
Cinco entre as oito atividades do varejo pesquisadas pelo IBGE tiveram expansão em 2017. As vendas de supermercados foram impulsionadas pela queda nos preços da comida.
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