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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 09/02/2018. Alterada em 08/02 às 22h15min

Indústria encerra 2017 com elevação de 2,5%

Dinamismo foi puxado pela alta na fabricação de bens de capital das áreas de transporte

Dinamismo foi puxado pela alta na fabricação de bens de capital das áreas de transporte


AGCOVALTRA/DIVULGAÇÃO/JC
Dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), 12 tiveram expansão no índice acumulado em 2017, que fechou o ano com crescimento de 2,5% na média nacional. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O destaque de crescimento foi o Pará, com 10,1%.
Também apresentaram crescimento acima da média nacional as localidades de Santa Catarina (4,5%), Paraná (4,4%), Rio de Janeiro (4,2%), Mato Grosso (3,9%), Amazonas (3,7%), Goiás (3,7%) e São Paulo (3,4%). Ceará (2,2%), Espírito Santo (1,7%), Minas Gerais (1,5%) e Rio Grande do Sul (0,1%) também fecharam o ano com resultados positivos.
Segundo o IBGE, o dinamismo registrado foi influenciado pela alta na fabricação de bens de capital, principalmente os voltados para o setor de transportes, construção e agrícola; de bens intermediários, como minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia e derivados da extração da soja; de bens de consumo duráveis, como automóveis e eletrodomésticos da linha marrom, que engloba televisores, som e vídeo; e de bens de consumo semi e não duráveis, como calçados, produtos têxteis e vestuário.
A Bahia teve a maior queda (-1,7%) e, incluindo Pernambuco (-0,9%) e a Região Nordeste (-0,5%), foi o único decréscimo acumulado em 2017. O resultado da Bahia foi pressionado pela diminuição na produção dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, e de metalurgia, que são as barras, os perfis e os vergalhões de cobre e de ligas de cobre. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento de 2,5% em dezembro foi o maior desde julho de 2011, quando o índice ficou em 2,8%.
Na variação de novembro para dezembro, dos 14 locais analisados, já que não há dados de Mato Grosso para o mês, oito apresentaram aumento, somando 2,8% na produção nacional no período. Rio Grande do Sul, com 6,8%, e Amazonas, com 6,2%, apresentaram os maiores crescimentos. Também tiveram taxas positivas Ceará (4,9%), São Paulo (3,0%), Santa Catarina (1,6%), Paraná (1,6%), Rio de Janeiro (1,0%) e Minas Gerais (0,2%). A maior queda no mês foi em Goiás, com -2,7%, e também ficaram com taxas negativas Pará (-1,8%), Pernambuco (-1,8%), Espírito Santo (-1,7%), Bahia (-1,5%) e Região Nordeste (-0,2%).
Na comparação com dezembro de 2016, a indústria nacional cresceu 4,3% em dezembro do ano passado, com taxas positivas em oito dos 15 locais pesquisados. As maiores altas, nesse caso, foram do Amazonas (10,9%) - impulsionado pelos setores de equipamentos de transporte, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos - e de São Paulo (10,1%) - com destaque para a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, produtos alimentícios e metalurgia. Também cresceram acima da média nacional os estados do Rio de Janeiro (7,2%), do Pará (6,1%) e do Mato Grosso (5,8%). Os outros locais com crescimento no mês foram Goiás (4,0%), Santa Catarina (3,9%) e Rio Grande do Sul (0,3%). A maior queda no mês de dezembro, comparado com 2016, foi no Espírito Santo (-5,1%), pressionado pela indústria extrativa, de celulose, papel e produtos de papel e de produtos de minerais não metálicos. Também tiveram queda Pernambuco (-2,5%), Região Nordeste (-2,3%), Bahia (-1,8%), Minas Gerais (-1,5%), Paraná (-0,5%) e Ceará (-0,1%). 

Índice de desempenho industrial tem expansão de 2,9% no Rio Grande do Sul

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) registrou, em dezembro de 2017, relativamente a novembro, a maior expansão no comparativo mensal de todo o ano passado: 2,9%, descontados os efeitos sazonais. Duas altas consecutivas - no mês anterior, havia alcançado 0,9% - não ocorriam desde o final de 2016, o que levou o índice ao maior nível desde setembro de 2015. O presidente da Federação das Indústrias do Estado, Gilberto Petry, alerta que o processo de recuperação, entretanto, é longo. "A indústria gaúcha deixou para trás a mais longa recessão já registrada. Mas a retomada da atividade ainda é lenta e gradual entre os setores. Após afundarmos mais de 18% em três anos, encerramos 2017 com uma expansão modesta, ou seja, devolvemos apenas uma ínfima parte das perdas recentes", diz.
Apesar de o IDI-RS ter mostrado, na média, forte crescimento na passagem mensal, dois dos seis componentes caíram: faturamento real (-0,6%) e massa salarial real (-0,7%). As compras industriais, com elevação de 7%, foram o grande destaque a impulsionar a alta expressiva do índice. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) e as horas trabalhadas na produção cresceram 0,9 p.p. e 0,2%, respectivamente, enquanto o emprego ficou estável (0,1%). "As perspectivas para 2018 sinalizam para uma aceleração da atividade industrial gaúcha. Todavia, a manutenção desse cenário positivo para além do presente ano depende de medidas que garantam o equilíbrio macroeconômico, sobretudo no que tange às contas públicas, e que reduzam os custos de produção", reforça Petry.
Em relação a igual mês de 2016, o IDI-RS subiu 1,5% em dezembro, sexta alta em sequência. A atividade industrial gaúcha fechou 2017 com crescimento de 0,4%, encerrando um ciclo de três quedas anuais consecutivas. A análise dos componentes do Índice de Desempenho Industrial no ano passado mostra um quadro dividido. O faturamento real (3,7%), a massa salarial real (1,5%) e a utilização da capacidade instalada (1,2 p.p.) cresceram, enquanto o emprego (-1%), as compras industriais (-1,2%) e as horas trabalhadas na produção (-1,6%) encerraram o ano com retração. Ao mesmo tempo, a expansão da atividade industrial gaúcha em 2017 alcançou nove dos 17 setores pesquisados - especialmente tabaco, com 17,9%. Produtos de metal (6,2%) e veículos automotores (3,9%) foram outros destaques positivos. Em sentido contrário, alimentos (-1,8%), couros e calçados (-2,2%) e bebidas (-6,1%) tiveram desempenho ruim. 
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