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Porto Alegre, terça-feira, 06 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 06/02 às 19h45min

Bolsas norte-americanas se recuperam de tombo e voltam a subir

Ações nas bolsas de Nova Iorque se valorizaram nesta terça-feira, depois de um dia de pânico

Ações nas bolsas de Nova Iorque se valorizaram nesta terça-feira, depois de um dia de pânico


SPENCER PLATT/GETTY IMAGES/AFP/JC
Em um dia marcado pela alta volatilidade, os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta terça-feira (6), em alta, após a forte correção das duas sessões anteriores ter arrefecido e dado espaço para uma leve recuperação. Quase todos os subíndices do S&P 500 apresentaram valorização, com o setor financeiro e o de tecnologia no pelotão de frente dos ganhos.
O índice Dow Jones fechou em alta de 2,33%, aos 24.912,77 pontos; o S&P 500 avançou 1,74%, aos 2.695,14 pontos; e o Nasdaq subiu 2,13%, aos 7.115,88 pontos. Considerando a variação porcentual, o Dow Jones apresentou o melhor desempenho desde novembro de 2016; o S&P 500 teve a melhor performance desde novembro de 2016 e o Nasdaq, desde outubro do ano passado.
Após o pânico que se instaurou nos mercados globais na segunda-feira, as bolsas de Nova Iorque exibiram leve recuperação, embora tenham oscilado entre leves ganhos e perdas durante todo a sessão. Pouco antes do fim dos negócios, um movimento comprador impulsionou as bolsas, com ações de tecnologia e de bancos se destacando nesse impulso. Não por acaso, a Apple subiu 4,18%, a Netflix saltou 4,51%, o Goldman Sachs teve alta de 3,85% e o JPMorgan apresentou valorização de 3,04%.
Para os analistas do Goldman Sachs, os principais impulsionadores dos mercados de ações permanecem intactos. Eles apontam que a correção vista nas bolsas "parece ser mais técnica e orientada para o posicionamento do que baseada em fundamentos". Nesse cenário, o banco americano reiterou a previsão de que o S&P 500 terminará este ano cotado a 2.850 pontos e de que os lucros das empresas que compõem o indicador crescerão 14% no ano, incluindo um aumento de 5% proveniente da reforma no sistema tributário dos EUA.
Quem também minimizou o declínio nas ações visto na segunda-feira foi o banco suíço UBS. De acordo com o chefe de investimentos para Américas da instituição, Mark Haefele, "quedas dessa magnitude não são incomuns", mas o movimento da segunda-feira foi motivado por fatores técnicos que continuaram a onda vendedora de ações nos EUA que teve início na segunda-feira, após a divulgação do relatório de emprego do país. O documento mostrou uma aceleração no salário médio por hora em janeiro e uma criação de mais vagas do que o previsto por analistas. Para Haefele, os riscos de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) eleve as taxas de juros muito rapidamente e desencadeie uma recessão nos próximos dois anos "parecem muito baixos".
A volatilidade nos mercados também foi alvo de comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. Em depoimento no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, Mnuchin comentou que o Departamento do Tesouro está monitorando a volatilidade dos mercados, "que parecem funcionar perfeitamente". Para ele, as recentes movimentações refletem uma "correção normal, ainda que grande". Além disso, Mnuchin apontou que a forte queda dos índices acionários teve como ingrediente extra a utilização de robôs nos pregões. "Definitivamente, negociação por algoritmos teve impacto nos mercados na segunda-feira", afirmou.
O índice de volatilidade da CBOE (VIX), considerado o medidor de medo de Wall Street, apresentou queda de 19,67%, aos 29,98 pontos, apagando parte da forte valorização vista na segunda-feira.
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