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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 14/02/2018. Alterada em 13/02 às 22h30min

Espaço para os pequenos

A crise das grandes legendas está abrindo espaço para os pequenos partidos, que têm a chance de amplificar seu discurso usando mídias digitais. Essa evolução levou os partidos de pequeno e médio porte a sentirem-se no direito de sonhar com o Planalto em 2018. DEM, PPS, PDT, PCdoB, PSOL, Rede e Novo trabalham intensamente para tentar subir a rampa.
População conectada
A população brasileira, mais do que nunca, está conectada. "Não há em outro país do mundo a quantidade de informação que circula pelo WhatsApp. Podemos até achar que existe muita coisa desnecessária, mas ele, o Facebook e o YouTube viraram ferramentas fundamentais de comunicação", afirma o vice-presidente digital da Ideia Big Data, Moriael Paiva.
Menos recursos
Um dos principais organizadores da Rede Sustentabilidade, Pedro Ivo aposta na inovação. "É preciso ser criativo e saber usar as redes sociais. Esse modelo de campanha, unido ao momento atual do País, não necessita de muitos recursos para ser realizado", garante ele.
Não ao horário eleitoral
"Os tempos são outros. Os jovens não veem TV aberta, a população não vai parar para assistir ao horário eleitoral. O País vive uma mudança de fase, por isso as pequenas legendas têm condições de amplificar o discurso eleitoral gastando menos do que gastavam em disputas anteriores", completa Moriael Paiva.
Sem cabos eleitorais
Para o especialista da Big Data, isso substituiria a figura dos cabos eleitorais sacudindo bandeiras no meio das ruas, algo que demanda um fluxo de dinheiro brutal. "A mobilização tem de ser precisa, visitar os pontos e cidades que podem influenciar uma eleição. Pode até ser que, no mapeamento, sejam as mesmas que sempre foram visitadas, mas não com o nível de informação que temos hoje", completa.
Desgaste dos grandes
"A Lava Jato e os episódios recentes mostraram o desgaste dos grandes partidos. Se eles passarem na avenida, vão ser vaiados. Mas nós, dos bloquinhos, precisamos ter um argumento bom para atrair os foliões", diverte-se o presidente nacional do PPS, o deputado federal Roberto Freire (SP, foto), entrando no clima carnavalesco do debate. O partido que ele preside talvez seja o principal exemplo dessa transição, ao aguardar ansiosamente uma resposta que espera positiva do apresentador Luciano Huck como pré-candidato da legenda.
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