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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 12/02/2018. Alterada em 11/02 às 21h15min

Caravana de Lula

FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL/JC
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai desistir da disputa ao Palácio do Planalto, porque, conforme já havia dito, uma "coceirinha" o faz seguir adiante. "Pobres daqueles que acham que, prendendo o Lula, acaba a luta. Quero avisar a elite: esperem, que vamos voltar", afirmou. Em todas as suas manifestações, Lula tem dito ser vítima de um pacto entre o Judiciário e a imprensa para acabar com seu partido. Uma caravana com Lula vai percorrer os estados do Sul, a partir do próximo dia 27, para aproximá-lo das regiões onde ele sofre maior resistência do eleitorado.
Aproximar as bases
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS, foto) afirma que o objetivo é ficar mais perto da população. A caravana começa na capital gaúcha e vai percorrer o Estado, passando por Santana do Livramento, Erechim, Santa Maria, São Borja, Palmeira das Missões e Ronda Alta. Segundo o parlamentar, será uma grande caravana que irá reunir setores mais variados da sociedade gaúcha. "Professores, metalúrgicos, agricultores, trabalhadores do campo e da cidade."
Manifestações fortes
Marco Maia avalia que já houve um bom feedback no dia 24 de janeiro, quando do julgamento de Lula em Porto Alegre, onde as manifestações foram fortes, com caravanas vindas do Brasil inteiro, mas em especial dos três estados do Sul: Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul. A organização é feita pelo PT e pela Frente Brasil Popular, que congrega inúmeras entidades sindicais, sociais e culturais do Brasil. "É uma caravana recheada de entidades de rua, mas também terá encontros com professores, universitários, artistas e políticos. Devemos contar com a presença da senadora Gleisi Hoffmann (Paraná), presidente do PT, e dos líderes do partido no Congresso."
Resgatando a história
O parlamentar adianta que a caravana vai a São Borja. A ideia é convidar o PDT para estar junto, já que a intenção de Lula é fazer uma visita aos túmulos dos ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart. Estar presente neste espaço que faz parte da história política do Rio Grande do Sul. Marco Maia é enfático ao dizer que "o PT não tem plano B. Nosso plano é o Lula, continua inalterado. Nós vamos brigar no campo jurídico, mas devemos também fazer a disputa política, até porque é público e notório que o julgamento do Lula saiu do campo meramente jurídico e técnico e se transformou num julgamento político".
Julgamento político
O deputado petista reclama da antecipação do julgamento e enfatiza a não existência de provas que justificassem a decisão, muito menos o processo contra Lula. "A decisão foi tomada de forma combinada pelos desembargadores do TRF-4, em Porto Alegre, com votos semelhantes e iguais, exclusivamente para que não houvesse uma prescrição da pena e da idade do presidente Lula", lamenta.
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Comentários
Sergio Oliveira 12/02/2018 10h00min
O Lula, em sua caravana pelo RS, irá a São Borja, onde visitará os túmulos de Getúlio, Jango e Brizola, segundo foi informado. Em 1994, quando Lula fez sua caravana aqui no Estado, Fernando Gabeira, espécie de Pero Vaz de Caminha da mesma, em Vento Sul, uma espécie de diário da dita, escreveu em 18.02: Alegrete é terra de Osvaldo Aranha. Lula não se referiu a ele. Mais tarde passará em São Borja e está disposto também a não falar em Getúlio Vargas. Lula acha demagogia visitar o túmulo de Vargas sem ter afinidade histórica com ele. Esta atitude fez com que Almir Pazzianoto escrevesse o texto O Esquecido de São Borja. nLula sempre criticou Getúlio, a CLT, etc. Parte de entrevista de Lula ao jornal O Globo, de 13.02.2004, quando já estava no governo: Sobre as reformas trabalhista e sindical: Não é possível continuar com uma lei da década de 40. Quando eu comecei a lutar no sindicalismo, em 1972, eu já lutava contra a CLT. Tem que flexibilizar.nOs nossos companheiros sindicalistas precisam entender que, às vezes, é necessário abrir mão de certas coisas porque há milhões de pessoas que não têm um emprego.nFérias é um direito sagrado que ninguém pode tirar do trabalhador. Mas se ele e a empresa quiserem dividir, a lei tem que deixar. Em 1998, quando Leonel Brizola, demonstrando ser magnânimo, apesar de tudo que os pestistas (peste + petistas) já tinham dito dele, foi vice de Lula (acho que foi humilhado, pois nas propagandas dos candidatos a deputado, publicadas nos jornais aqui do RS, a maioria não colocou o nome dele como vice nas mesmas) , ele o levou até São Borja. Depois, quando no governo, começou a se comparar com Getúlio e Jango, inclusive imitando Getúlio, que na criação da Petrobrás, sujou (?) as mãos com petróleo. Fez a mesma coisa em relação ao pré-sal.nnO Lula, em sua caravana pelo RS, irá a São Borja, onde visitará os túmulos de Getúlio, Jango e Brizola, segundo foi informado. Em 1994, quando Lula fez sua caravana aqui no Estado, Fernando Gabeira, espécie de Pero Vaz de Caminha da mesma, em Vento Sul, uma espécie de diário da dita, escreveu em 18.02: Alegrete é terra de Osvaldo Aranha. Lula não se referiu a ele. Mais tarde passará em São Borja e está disposto também a não falar em Getúlio Vargas. Lula acha demagogia visitar o túmulo de Vargas sem ter afinidade histórica com ele.nEsta atitude fez com que Almir Pazzianoto escrevesse o texto O Esquecido de São Borja. nLula sempre criticou Getúlio, a CLT, etc.nParte de entrevista de Lula ao jornal O Globo, de 13.02.2004, quando já estava no governo:nSobre as reformas trabalhista e sindical:nNão é possível continuar com uma lei da década de 40. Quando eu comecei a lutar no sindicalismo, em 1972, eu já lutava contra a CLT. Tem que flexibilizar. Os nossos companheiros sindicalistas precisam entender que, às vezes, é necessário abrir mão de certas coisas porque há milhões de pessoas que não têm um emprego.nFérias é um direito sagrado que ninguém pode tirar do trabalhador. Mas se ele e a empresa quiserem dividir, a lei tem que deixar.nEm 1998, quando Leonel Brizola, demonstrando ser magnânimo, apesar de tudo que os pestistas (peste + petistas) já tinham dito dele, foi vice de Lula (acho que foi humilhado, pois nas propagandas dos candidatos a deputado, publicadas nos jornais aqui do RS, a maioria não colocou o nome dele como vice nas mesmas) , ele o levou até São Borja. Depois, quando no governo, começou a se comparar com Getúlio e Jango, inclusive imitando Getúlio, que na criação da Petrobrás, sujou (?) as mãos com petróleo. Fez a mesma coisa em relação ao pré-sal.