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Porto Alegre, terça-feira, 06 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

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Affonso Ritter

Observador

Notícia da edição impressa de 06/02/2018. Alterada em 05/02 às 21h31min

Havan 1

Luiz Guimarães, interino
O assunto é da semana passada, mas, como muitas questões ficaram no ar, vale a pena retomá-lo. O grupo Havan anunciou investimento de R$ 1,5 bilhão em lojas de departamento para o Estado. O anúncio, como não poderia deixar de ser, deixou o varejo e o governo do Estado eufóricos, afinal, todo o investimento é bem-vindo. Serão, conforme promessa do dono da rede, Luciano Hang, 50 pontos. Faltou precisar, porém, em que cidades e quando começarão a ser instaladas as megalojas, cuja característica principal é recepcionar o cliente com uma réplica da Estátua da Liberdade, monumento símbolo dos Estados Unidos.
Havan 2
Para uma rede com 107 lojas, convenhamos que 50 para o Estado parece um exagero - representa quase a metade de todas as Havan distribuídas pelo Brasil. Só para ilustrar, em São Paulo, que tem um PIB quase seis vezes superior ao do Rio Grande do Sul, são 20 lojas, todas no interior, segundo o portal da empresa. Afora serem muitas, o empresário adiantou que só receberão a marca os municípios que permitem o funcionamento do comércio aos sábado, domingos e feriados, o que dificulta ainda mais a implementação do audacioso plano de negócios.
Havan 3
Outro dado que estarreceu foi o custo dos monumentos. Segundo o empresário, cada Estátua da Liberdade, feita em fibra, aço e concreto, consome em torno de R$ 1,5 milhão, ou seja, o preço de um bom apartamento em um bairro de classe média alta de Porto Alegre. Todavia, Luciano Hang acha que vale a pena, porque elas alegram as cidades.
Havan 4
Hang anunciou também investimentos de R$ 400 milhões em quatro Pequenas Centrais Hidréletrica (PCHs), que, somadas às lojas Havan, elevariam para quase R$ 2 bilhões o investimento no Estado. Neste caso, as cidades e os cursos de água já estão definidos. Para sua implantação, no entanto, será necessário disputar e vencer leilões de energia - o próximo será em abril. Todos na torcida.
Marfrig em Hulha Negra 1
A Marfrig Global Foods, por meio da divisão Beef, acaba de ampliar seu portfólio de produtos da linha Bassi. Por meio da unidade Pampeano, de Hulha Negra (RS), a companhia passa a produzir e comercializar molhos prontos para carne e produtos à base de arroz em pouches e latas. A iniciativa tem a expectativa de conquistar mais mercado e, dessa forma, ampliar o faturamento mensal da operação de industrializados da companhia em cerca de R$ 3,3 milhões.
Marfrig em Hulha Negra 2
Ao todo, a estimativa é comercializar mensalmente 100 toneladas de arroz processado e 100 toneladas de molhos produzidos em Hulha Negra, que também serão exportados, inicialmente para Europa, América do Norte e Caribe. Os molhos prontos para carnes serão produzidos e comercializados pela Marfrig em parceria com a Nestlé Professional. A ação contou com cerca de R$ 4 milhões de investimentos, alocados em equipamentos e na construção de uma nova instalação na unidade, com área em torno de 1,5 mil metros quadrados.
Folia sem aroma desagradável
Recife se preocupa cada vez mais com a preparação de um Carnaval sem aromas desagradáveis. Pelo 10º ano consecutivo, as ruas da cidade recebem o tratamento do biorremediador Enzilimp, da gaúcha Millenniun Tecnologia Ambiental. Os milhares de foliões vão aproveitar a festa, livres daquele "cheiro natural" das ruas por onde a folia passa. A fórmula do Enzilimp resulta da ação combinada de uma seleção de bactérias benéficas de origem natural que fazem parte do processo para degradação dos compostos orgânicos poluentes - no bom português conhecidos como urina.
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Comentários
Daniel Pereira DAlascio 06/02/2018 11h17min
Tomara que abra algumas unidades no Rio Grande do Sul, mas me parece muita pirotecnia. Por exemplo Luciano Hang anunciou investimentos em quatro PCHs. Com todo o respeito de quem não é da área, esse investimento é muito complexo. Não Basta ter dinheiro, tem estudos hidrológicos, licenciamento ambiental, estudo do ponto de conectividade, projeto básico e executivo. Me lembrei do Eike Batista que seria o rei do Carvão, deu no que deu. Por fim acho que 1,5 bilhões de reais de investimentos em um momento de recessão um valor muito alto.nDaniel Pereira DAlascion
Marciane Amaili Faes 06/02/2018 09h11min
Quem sabe Luciano Hang possa ser convencido de aplicar o valor de 1,5 milhão em restauração do patrimônio cultural da cidade em que se instalar. Veja-se o caso da cidade de Igrejinha que está em tratativas com ele e que tem a ambição de restaurar a Casa da Pedra, a primeira edificação de alvenaria do Vale do Paranhana.