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Porto Alegre, quarta-feira, 07 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Transporte

Notícia da edição impressa de 08/02/2018. Alterada em 08/02 às 00h46min

Pesquisa aponta defasagem no valor do frete

Os veículos da linha Actros são indicados para várias aplicações do transporte rodoviário de cargas

Os veículos da linha Actros são indicados para várias aplicações do transporte rodoviário de cargas


/MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO/JC
Líderes e empresários do transporte rodoviário de cargas reuniram-se em Natal para debater assuntos de importância para o setor. O encontro do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado (Conet) já é um evento tradicional do setor, aguardado pela categoria por conta dos direcionamentos relacionados ao frete.
Durante o encontro, Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC&Logística, apresentou a variação do Índice Nacional do Custo de Transporte de Carga (INCT). Já Lauro Valdívia, assessor técnico da NTC&Logística, revelou a pesquisa de mercado, realizada em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A pesquisa envolveu 2.495 empresas de transporte rodoviário de cargas em todo o Brasil e traz um panorama de 2017. "Apesar da pequena recuperação do frete em 2017, essa não foi suficiente para recompor a defasagem acumulada nos últimos anos", afirmou Valdívia.
Entre os números apresentados, foi analisada a defasagem de 20,60% nos fretes de carga lotação e 13,95% para carga fracionada. De acordo com a pesquisa, 62% das empresas entrevistadas tiveram queda no faturamento e 47,6% diminuíram de tamanho. "As dificuldades do período também prejudicaram muito a cobrança dos demais componentes tarifários. Neste caso, é imprescindível que sejam cobrados de forma adequada", explica Valdívia.
Com a crise, toda a cadeia produtiva foi afetada e o pagamento do frete ficou prejudicado: 52,4% das transportadoras estão com fretes a receber em atraso, o que significa, em média, que as empresas demoram 25,9 dias para receber o pagamento. Como consequência disso, 40,6% delas estão com parte da frota parada e 29,3% sofrem com alguma ação trabalhista.
Os fatores que mais contribuíram para esta situação em 2017 foram, em primeiro lugar, os aumentos dos custos, em especial o do combustível (9,44% nos postos e 12,49% nas distribuidoras), depois as majorações de salários, que chegaram a 4,50%, aumento das despesas administrativas da ordem de 3,55%, manutenção (1,94%), preço dos pneus novos (7,56%) e preço dos veículos (8,60%).
"O setor de transporte rodoviário de carga foi fortemente atingido pela situação econômica do Brasil dos últimos quatro anos. As empresas transportadoras lutaram para se adaptar à nova realidade do mercado, reduzindo custos, diminuindo de tamanho, cedendo a exigências e, principalmente, reduzindo o frete", afirma José Hélio Fernandes, presidente da NTC&Logística. Ele orientou o transportador "para que faça suas contas e adeque sua remuneração aos desafios que estão por vir e encontre junto com os contratantes o equilíbrio comercial necessário, sobretudo neste momento, sob pena de se verem diante de situações de difícil e onerosa solução em suas operações".
A pesquisa conclui que muitos usuários ainda não remuneram adequadamente o transportador com relação a situações anormais e aos serviços adicionais, que não estão contemplados nas tarifas padrões (frete peso, frete valor e Gris). Enquadram-se nesta categoria, por exemplo: entregas em regiões de alto risco para roubos, o elevado tempo de espera para realizar carga e descarga, coletas e entregas em áreas com restrições, os serviços de paletização e guarda/permanência de mercadorias, uso de escoltas e planos de gerenciamento de risco customizados e uso de veículos dedicados, dentre outras.
Os custos com esses serviços e situações, muitas vezes, são superiores ao próprio frete recebido. Logo, trata-se de situação injusta e inaceitável, que precisa ser resolvida o quanto antes entre as partes.
Finalizando, o setor vislumbra um mercado em crescimento em 2018, com um aumento de demanda para o setor de transporte de carga que pode chegar a ultrapassar os dois dígitos, pois, o setor cresce percentualmente de duas a três vezes o aumento do PIB e, além disso, os gargalos logísticos continuam sem solução no curto prazo.
Em virtude disso tudo, a recomendação ao transportador é de que faça suas contas e adeque sua remuneração aos desafios que estão por vir e encontre junto com os contratantes o equilíbrio comercial necessário, sobretudo neste momento, sob pena de se verem diante de situações de difícil e onerosa solução em suas operações.
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