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Porto Alegre, domingo, 18 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Responsabilidade Social

Notícia da edição impressa de 12/02/2018. Alterada em 18/02 às 13h47min

ONG Doutorzinhos: alegria como prescrição médica

Em 2018, o projeto completa 18 anos

Em 2018, o projeto completa 18 anos


DOUTORZINHOS/DIVULGAÇÃO/JC
Camila Silva
A ONG Doutorzinhos é referência no Estado quando o assunto é humanização do tratamento de pacientes que estão internados em hospitais. Por meio da arte do palhaço, os integrantes do projeto espalham alegria e amenizam os efeitos emocionais causados pelas doenças. Em 2018, o projeto completa 12 anos e, pela primeira vez, lançou uma campanha de financiamento coletivo.
Mais do que arrecadar os R$ 12 mil estipulados como meta, o objetivo é ampliar a participação de pessoas físicas. Isso porque, em geral, as doações são feitas por empresas, como a Unimed e a Panvel, por exemplo. "Os aportes individuais são raros em função da desconfiança sobre a utilização dos recursos", explica Maurício Bagarollo, fundador e coordenador da ONG.
Com o objetivo de estimular a credibilidade entre os doadores, as pessoas que contribuírem por meio do financiamento podem agendar uma visita ao escritório do projeto. Ali, terão acesso às planilhas e aos balanços para conferir o destino dos recursos arrecadados.
A campanha, que se estende até o dia 28 de fevereiro, já registra aumento na arrecadação - é a maior doação realizada por pessoas físicas. Bagarollo atribui o sucesso à credibilidade do site vakinha.com.br, escolhido para realizar a arrecadação. "As pessoas conhecem o site e querem doar, atribui valor à nossa campanha. Nas redes sociais, as postagens sobre isso geraram um grande número de curtidas e compartilhamentos, é um caminho mais confiável", aponta.
Vale ressaltar que, em 2015, o projeto foi autorizado pelo Ministério da Cultura (MinC) para iniciar a captação de recursos financeiros através do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), o que resulta dedução no Imposto de Renda para quem doar para a ONG; entretanto, a medida ainda gera desconfia. "Existe quem acredite que o fato de doar pode ser um problema na declaração do Imposta de Renda, o que não é verdade. Doar para uma ONG é um processo bem fácil", alerta o fundador do projeto.
Os recursos captados irão incorporar o valor utilizado no treinamento de novos voluntários, já que cerca de 70% do orçamento da ONG é destinado para o treinamento dos novos integrantes. Anualmente, essa despesa gira em torno dos R$ 100 mil. O investimento nos voluntários é alto, pois a visão da ONG é se tornar referência nacional na atuação de palhaços voluntários em hospitais, e, para alcançar o objetivo, é preciso realizar um treinamento de, no mínimo, 60 horas. 
No projeto, a arte do palhaço é coisa séria. Antes de iniciarem o treinamento, os futuros voluntários são entrevistados pelo fundador. Depois disso, os novos doutorzinhos realizam um encontro com suas duplas para montar os esquetes e se preparar para as visitas, e a última etapa é composta por palestras e workshops. Atores, psicólogos e infectologistas estão entre os profissionais remunerados que integram essa etapa do treinamento disponibilizado aos voluntários. 
O Hospital da Criança Santo Antônio, da Santa Casa, é um dos contemplados com a visita do projeto. De acordo com Bianca Gorostidi, integrante da equipe de recreação e eventos do hospital, a presença desses grupos de humanização é indispensável no tratamento dos pacientes durante esse processo de internação. "As crianças recebem muito bem. No início, é tudo muito novo, existe a negação da doença, e todas essas atividades despertam o desejo das crianças de brincar", destaca.
Além do Santo Antônio, os hospitais Moinhos de Vento e Mãe de Deus estão entre os contemplados dos pelo projeto, que, mensalmente, beneficia diretamente - entre pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde - 10 mil pessoas. Além de humanizar o tratamento dos pacientes, os doutorzinhos buscam estimular a relação entre todas as pessoas integrantes do ambiente hospitalar. "A gente brinca com todos e, a partir dali, deixa eles se relacionarem de uma forma mais organizada, sem que a gente precise estar junto com eles", relata Bianca.
O desejo de realizar um trabalho voluntário em hospitais nasceu em 1998, quando Bagarollo assistiu ao filme Patch Adams - O amor é contagioso; entretanto, foi em 2006, no Hospital da Criança Santo Antônio, que o fundador se transformou pela primeira vez no palhaço Doutor Zinho. Atualmente, 70 voluntários integram a equipe, que, de domingo a domingo, visita pacientes de 11 hospitais do Estado. Para doar, acesse o site:www.vakinha.com.br/doutorzinhos 
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