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Notícia da edição impressa de 09/02/2018. Alterada em 08/02 às 23h09min

Novos compostos podem combater febre amarela

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) identificaram compostos (moléculas) já testados e farmacologicamente ativos para outras doenças e que apresentam potencial para tratar a febre amarela.
Os testes foram realizados em culturas de células humanas de fígado infectadas pelo vírus causador da doença. Os cientistas testaram 1.280 compostos e 88 deles (6,9%) reduziram a infecção em 50% ou mais. A estratégia é conhecida como "reposicionamento de fármacos" e pode encurtar em vários anos a chegada de medicamentos do laboratório até as farmácias.
Das moléculas mais promissoras, duas delas também tiveram eficácia contra o vírus da dengue. O estudo traz resultados inéditos ao localizar compostos de amplo espectro de funções farmacológicas, mas não descritos como antifebre amarela, o que oferece uma oportunidade para a desenvolvimento de fármacos específicos para o tratamento dessa doença que se configura como um problema de saúde pública brasileira e alarma a comunidade internacional.
De acordo com o pesquisador Lúcio Freitas-Júnior, um dos autores da pesquisa, para desenvolver uma droga desde o começo, ou seja, descobrindo uma molécula, pode-se levar de 10 a 12 anos, a um custo de até alguns bilhões de reais. Isso porque os processos de desenvolvimento de fármacos seguem fases de teste in vitro ou in vivo em modelos experimentais, além de testes de segurança, para que depois sejam iniciadas as fases de teste clínico, em humanos. "Esse processo leva muito tempo e dinheiro", comenta o pesquisador.
O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, Carolina B. Moraes e Denise Pilger; professor Paolo Zanotto, do Departamento de Microbiologia; Sabrina Queiroz e Laura Gil, da Fiocruz; além de Freitas-Júnior. O artigo Drug repurposing for yellow fever using high content screening descreve a pesquisa e foi publicado na repositório Biorxiv.
De acordo com Freitas-Júnior, a ideia é desenvolver uma alternativa para a vacina da febre amarela. "É muito relevante que a pesquisa tenha sido feita no Brasil e 100% na USP", destaca. "O próximo passo é reunir outros cientistas em um consórcio de diferentes grupos de pesquisa para trabalhar com os dados obtidos, que são inéditos.
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