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Notícia da edição impressa de 06/02/2018. Alterada em 05/02 às 22h48min

Pesquisa resulta em novo avanço sobre o zika vírus

Um estudo com gêmeos, em que um foi afetado pela síndrome congênita do zika vírus e outro não, mostrou pela primeira vez, que há explicação genética para o fato de nem todas as gestantes infectadas darem à luz bebês com problemas neurológicos.
Os resultados da pesquisa, conduzida pelo Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo (USP) foram publicados na revista inglesa Nature Communications. A estimativa é de que 6% a 12% das gestantes infectadas pelo vírus terão bebês nascidos com a síndrome, que inclui a microcefalia.
Coordenado por Mayana Zatz e Maria Rita Passos-Bueno, o estudo também concluiu que a suscetibilidade ao vírus não é explicada por um único gene, e sim por diferenças que envolvem a expressão de cerca de 60 genes, a maior parte deles ligada a uma via de sinalização celular chamada mTOR. Entre outras funções, essa via controla o que os cientistas chamam de "regionalização" do cérebro - seu desenvolvimento diferencial em células do córtex, por exemplo.
"O bebê ter esses fatores de susceptibilidade genética não significa que ele terá microcefalia, a menos que seja infectado pelo vírus zika. No futuro, talvez possamos identificar pais em risco de terem filhos com esse padrão genético e priorizá-los em uma futura estratégia de vacinas", diz Mayana.
Os gêmeos fornecem informações únicas para responder se uma determinada condição tem causas ambientais ou genéticas. Se fatores genéticos são determinantes para uma doença congênita, deve haver mais concordância entre o par de bebês gêmeos idênticos (monozigóticos) do que entre os gêmeos não idênticos (fraternos ou dizigóticos). Espera-se que, nos gêmeos idênticos, a doença se manifeste em ambos os irmãos, enquanto que haverá mais casos de discordância (um afetado, outro não) nos gêmeos dizigóticos.
Se é o ambiente que conduz à condição (ou à doença), o padrão observado nos dois irmãos não idênticos será o mesmo observado em gêmeos idênticos. Isso significa que nenhum dos irmãos será afetado, ou ambos, ou apenas um deles, independentemente de serem monozigóticos ou dizigóticos. O estudo começou em 2016, durante as epidemias de zika no Brasil. Mayana e sua equipe procuraram por gêmeos em que pelo menos um bebê tinha microcefalia.
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