Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 12 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Operação Lava Jato

12/01/2018 - 18h34min. Alterada em 12/01 às 19h26min

Deputados petistas criticam fura-fila processual no TRF-4

Durante audiência, manifestantes pró-Lula protestaram sob a chuva

Durante audiência, manifestantes pró-Lula protestaram sob a chuva


MARCO QUINTANA/JC
Lívia Araújo
Uma comitiva de deputados federais e estaduais gaúchos do PT participou de uma audiência com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), na qual entregaram carta em que caracterizam de “‘fura fila’ processual” a celeridade com que a corte irá julgar a apelação da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra sua condenação no caso do triplex do Guarujá.
No encontro ocorrido sexta-feira, o presidente Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz recebeu os deputados federais Paulo Pimenta, Marco Maia e Maria do Rosário, e os deputados estaduais Edegar Pretto, Stela Farias e Tarcísio Zimmermann, que, no documento, também citaram “a ausência de imparcialidade demonstrada pelo juiz de primeira instância Sérgio Fernando Moro”, que, segundo eles, é tratado pela imprensa como “parceiro dos membros do Ministério Público Federal”, argumentando que isso lança “preocupações sobre o caráter do julgamento a ser realizado no próximo dia 24 de janeiro”.
Thompson Flores afirmou aos parlamentares estar preocupado com as ameaças de conflitos durante o julgamento, e disse que relatou sua apreensão à presidente da Suprema Corte, ministra Cármen Lúcia, e à procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Segundo ele, o tribunal, com sede em Porto Alegre, tem detectado pressões de todos os lados, especialmente em manifestações em redes sociais.
Em entrevista realizada no exterior do prédio do TRF-4 em Porto Alegre, Pimenta também disse que a reunião visava a garantir o direito de manifestação no dia do julgamento e considerou como “absolutamente desnecessárias” medidas como a mobilização de atiradores de elite no entorno do tribunal. “Queremos alertar as autoridades para que não permitam que atitudes provocadores possam prejudicar nosso objetivo com a presença em Porto Alegre”, disse Pimenta. O deputado também pediu ao presidente do TRF-4 que um grupo de parlamentares petistas possa acompanhar o julgamento de Lula, afirmando que já há cerca de 40 deputados federais que estarão em Porto Alegre no dia 24.
Na tarde de sexta-feira, durante a reunião, cerca de 15 manifestantes empunhavam uma faixa que dizia “TRF-4: interrompa o golpe”, na rua em frente ao prédio do tribunal, sob chuva torrencial. Um grupo de seguranças ficou em torno da escadaria que dava acesso ao saguão do edifício, impedindo o acesso inclusive da imprensa, que só foi liberado cerca de 10 minutos depois do início da tempestade. Enquanto os presentes esperavam pela saída dos parlamentares da audiência, um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o local, baixando duas vezes ao se aproximar do prédio do tribunal.
Após a liberação ao prédio, um grupo composto por integrantes da Juventude do PT, Movimento dos Sem-Terra (MST) e Frente Brasil Popular entregou um pacote com 150 mil assinaturas, defendendo o direito de que Lula possa novamente se candidatar à presidência da República.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia