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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Alterada em 10/01 às 11h55min

Ex-diretor da JBS depõe nesta quarta na Polícia Federal

Saud está preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde setembro de 2017

Saud está preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde setembro de 2017


MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
O ex-diretor de Relações Institucionais da JBS Ricardo Saud presta depoimento na tarde desta quarta-feira (10) na Polícia Federal em Brasília. O executivo será ouvido no inquérito que apura possíveis irregularidades nas negociações do acordo de colaboração premiada dos executivos do grupo J&F, controlador da JBS. Na mesma investigação, a PF chamou para depor o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot no próximo dia 12 de janeiro.
Saud está preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde setembro de 2017. A prisão foi pedida por Janot após o empresário Joesley Batista entregar um áudio à PGR no qual abordava temas não revelados no acordo de colaboração.
Janot, por sua vez, confirma ter sido chamado para depor, mas diz não ter sido informado sobre se é investigado ou testemunha no inquérito. Janot diz ter enviado uma resposta por escrito na qual explica a impossibilidade de comparecimento no dia 12 e questiona a condição na qual será ouvido.
O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a oitiva será na condição de testemunha, uma vez que o ex-procurador-geral não é investigado no caso. Como integrante do Ministério Público, Janot pode sugerir data e local para seu depoimento, mas a decisão final é do Supremo Tribunal Federal (STF).
A apuração foi aberta após pedido da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, e já foi parcialmente concluída. Um dos investigados é o ex-procurador Marcelo Miller, suspeito de atuar para a JBS enquanto ainda era integrante do MPF.
A PF já concluiu parcialmente a investigação sobre o chamado Caso JBS e descartou a ocorrência de crimes envolvendo as citações a ministros do STF. Em dezembro, o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, se reuniu com a presidente do STF para falar sobre o caso.
Depois da audiência com Cármen Lucia, Segovia afirmou que o relatório é "parcial" e que a ministra é quem deve tornar públicas as conclusões da investigação. "As conclusões da investigação parcial estão nas mãos da ministra Cármen Lúcia e tão logo haja uma análise ela deverá expor ao público quais são essas conclusões", afirmou.
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