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Porto Alegre, terça-feira, 09 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 10/01/2018. Alterada em 09/01 às 21h36min

Vellinho tem razão

Antônio Carlos Côrtes
"Confesso que me esforço para ver a luz no fim do túnel, ou seja, a tão necessária retomada do crescimento econômico, com desenvolvimento." (Paulo Vellinho, Jornal do Comércio, edição de 03/01/2018). Precisamos ser realistas e parar de dizer que somos grande potência, que somos o futuro. Brasil que projeta em 2018 crescer 3% do PIB age pequeno e pensa menor ainda. País continente, mas longe da posição que deveria no plano internacional.
Não exploramos nossas riquezas de minérios de ferro, estanho, alumínio, manganês, ouro, nióbio, titânio, urânio, sal, calcário, barita, areia, caulim, níquel, chumbo, cobre e zinco que correspondem apenas 1% do PIB. E isto que não referimos o carvão sul-rio-grandense. Credibilidade não há. Expressão que não é pessimista e sim realista.
Estamos longe do lugar em que poderíamos estar não fosse o desprezo dado, por exemplo, aos negros e seus descendentes da escravização.
O preconceito, racismo, segregação são provas do atraso. A contribuição deste povo inventivo sempre esteve à disposição para integração, mas são recusados em todos os níveis. As cotas que são políticas afirmativas do crescimento sofrem injustas críticas, apesar dos avanços a olho nu dos cotistas.
Falar em meritocracia em País que é rei da desigualdade é falácia. O negro, ainda que pelo futebol, individualmente dribla a vida pela independência financeira e econômica para si e seus familiares, são exemplos do potencial que o coletivo poderia alcançar. Vencemos as Copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 por estes talentos individuais. Pelé, Garrincha, Didi, Amarildo, Romário, Ronaldo e Ronaldinho.
Presentemente, os 7x1 da Alemanha e a derrota do Grêmio frente ao Real Madrid dão conta da nossa pequenez. Vamos parar de ufanismos! Juntando tudo, descortinamos que o Brasil poderia estar no andar de cima das grandes potências, participando do reordenamento do poder no mundo. Dando carta e jogando de mão nos eixos econômicos e não isolado do resto. Somos apenas fornecedores de matéria-prima para o crescimento dos outros países. Com isto crescemos como rabo de cavalo... para baixo. Para avançar: Primeiro Educação. Segundo Educação e Terceiro Educação.
Escritor
 
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