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Porto Alegre, terça-feira, 09 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 09/01/2018. Alterada em 08/01 às 20h46min

A quem interessam as estatais?

Fabio Steren
É sabido que o ambiente de competição é algo que sempre obriga aquele que quer vencer a estar mais preparado que seu oponente, e no mundo dos negócios não é diferente. Para que uma empresa possa prosperar no mercado, é muito importante que exista um fator motivacional que impulsione tal organização a se tornar melhor.
Analisando o modelo de empresa estatal, a grande maioria das pessoas que ali estão dificilmente pode ser demitida ou até mesmo a empresa ser fechada, ainda que haja motivos para as demissões ou desempenho ruim da organização no mercado. Não me parece que o conceito de competitividade possa ser aplicado a essa realidade. Existem muitas pessoas competentes, mas por vezes os resultados mostram o contrário disso e elas acabam não ganhando espaço para colocar suas ideias em prática. Qual o benefício que há para se destacar dentro de uma empresa pública? Que incentivo há para a empresa estatal competir num mercado aberto, quando o Estado pode criar uma reserva de mercado para si?
A quem interessam, então, as estatais? Apadrinhamento político, cabide de empregos, etc. É lógico que existem pontos positivos, como a Fundação Zoobotânica, que cuida dos animais e faz um trabalho bom para a sociedade, mas, de forma geral, temos que pensar sempre na questão final da solução, e não no meio para que ela ocorra. Será que nesse caso o poder público precisaria ter todo o aparato para atender esses animais? Não seria mais fácil utilizar a estrutura da iniciativa privada, que já está preparada para tal fim? Está na hora de dar um basta a essa cultura de que a economia deve ser gerida pelo Estado. É sabido que o livre mercado regula os preços e a qualidade dos produtos e serviços, justamente pela competição gerada. Não podemos mais deixar o Brasil nas mãos arbitrárias dos políticos.
Empresário e associado do IEE
 
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Comentários
Daniel Pereira DAlascio 09/01/2018 11h38min
Prezado Fabio Steren nnNem tudo que é da iniciativa privada é melhor. Veja o Caso da OI que tem uma divida de 80 bilhões. Ademais toda a sociedade de economia mista tem sua receita própria, ou seja não tem nenhum custo ao erário público. Com relação aos cabides de empregos,n O senhor está 30anos defasado, no artigo 37 da Constituição federal de 1988 o ingresso somente se dará mediante a prévia aprovação no concurso. Os cargos de confiança estão apenas nas autarquias, nas sociedades de economia mista aparecem apenas nos cargos de diretoria de livre nomeação. Mas assim como questionastes o papel das autarquias eu questiono os 9 bilhões de isenções fiscais que o rio grande do sul fornece a empresas, que algumas sequer dão as contrapartidas que são a geração de emprego e renda e outras inclusive aparecem até no escândalo da operação zelotes, que foi o mais grave em termos de sonegação fiscal da história do Rio Grande do Sul. nnDaniel Pereira DAlascion