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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 09/01/2018. Alterada em 08/01 às 20h46min

O ofício do prefeito

José Carlos Sturza de Moraes
Exercer a chefia do Poder Executivo municipal implica uma série de responsabilidades. É do ofício o cuidado com o patrimônio público, do meio ambiente, das pessoas e de muitas outras coisas. Entretanto, o prefeito de minha cidade natal corrompe esse ofício quando age de forma ideológica e político-partidária para embaraçar direito líquido e certo assegurado pela Constituição Federal: "XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;".
Ora, é absolutamente comum e saudável o acompanhamento e pressões populares por ocasião de julgamentos com maior repercussão social e, atualmente, midiática. Eventualmente, manifestações assim podem causar algum dano? Podem! Mas o maior dano é sua eventual negação.
As ocupações do Parcão em Porto Alegre eram menos ou mais importantes que o parque poder ser desfrutado para o lazer? As ruas, isoladas para circulação de carros, por conta de uma atividade religiosa de uma parte da população é menos importante que o trânsito regular de carros?
O prefeito prevarica, no mínimo, com a democracia, quando ao invés de cuidar de praças e parques (em grande parte abandonados), deveria cuidar do meio ambiente e extingue a Coleta Seletiva em Porto Alegre, entre tantas ações lesa-pátria, ao tomar como inimigas da cidade pessoas que pensam diferente dele.
Fosse aqui um país autointitulado socialista, essa ação seria vista como? Prefeito, seu ofício é o de cuidar da cidade. Anunciada uma manifestação, seria o cuidado para que as pessoas que farão parte estejam seguras. Com a eventual insegurança do Tribunal, se preocupe não, existe o Poder Judiciário, que pode não apenas solicitar o apoio que desejar, mas requisitá-lo. Deveria o preocupar os salários atrasados e a degradação dos serviços públicos, promovidos ou ampliados em sua gestão.
Cientista social
 
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