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Porto Alegre, domingo, 07 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 08/01/2018. Alterada em 07/01 às 21h49min

Governo surdo e cego

Adelino Soares
Nossos governantes e políticos não se preocupam com o exíguo salário-mínimo atual, em torno de US$ 300,00, desatendendo à Constituição, que salienta a "valorização do trabalho humano", com o fim de "assegurar a todos existência digna" e "o primado do trabalho", objetivando "o bem-estar e a justiça sociais", e ainda reduzem o valor antes programado para 2018. Paralelamente, aumentam 3% na contribuição previdenciária dos servidores públicos sobre o que exceder a 5 mil reais em sua remuneração e postergam os reajustes anuais.
Além de desprezarem que isso agravará a enorme disparidade já existente na distribuição da renda, insistem na reforma previdenciária, mas sem atingir as categorias mais aquinhoadas, gerando justa rejeição enquanto aquela não iniciar por lá. Se tal fosse feito, bem como reduzidas as escandalosas despesas públicas, e ainda assim não atingissem o equilíbrio das contas, a classe média concordaria em ajudar com sua contribuição. Por outro lado, esquecem que a Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é atribuída a eleição de Lula da Silva (PT), por falta de coragem para reduzir essas desigualdades, e ignoram que a Michel Temer (PMDB) e seus "conselheiros" será debitada a forte ascensão da esquerda radical nas próximas eleições.
Apesar da perspectiva de um embate entre esta e a ala "conservadora", que poderá redundar numa guerra civil e no banho de sangue da Revolução Francesa, ou de um "acordão" entre ambas para se protegerem e continuarem com a atual "ditadura", que despreza o sofrimento do povo e ainda lhe aperta o garrote, suas lideranças ficam surdas e cegas a esses aspectos e antecedentes históricos, mesmo diante das previsíveis, inevitáveis e gravíssimas consequências, manobrando apenas para se manterem no poder e escaparem da iminente punição.
Advogado
 
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