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Porto Alegre, domingo, 07 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 08/01/2018. Alterada em 07/01 às 21h49min

Não acreditem em milagres

Ricardo Bergamini
Em economia jamais acreditem em milagres, seja de quem for. Pode-se fazer algumas maquiagens que somente funcionam no curto prazo, como foi esse período da atual facção criminosa que está no poder. Graças a Deus que agora todos vão confirmar o que venho mostrando de longa data, qual seja: O governo Temer (PMDB) fracassou e acabou. No acumulado em 12 meses até junho de 2016, registrou-se déficit primário (sem juros) de R$ 151,2 bilhões (2,51% do PIB). No acumulado em 12 meses até novembro de 2017, registrou-se déficit primário de R$ 149,0 bilhões (2,29% do PIB). Redução real de déficit primário (sem juros) de 8,76% em relação ao PIB, comparado com os últimos 12 meses do governo Dilma (PT). Nesse ritmo, o Brasil vai levar 16, 17 anos para atingir resultado fiscal primário zero. Em 2002, o gasto com pessoal consolidado (União, estados e municípios) foi de 13,35% do PIB. Em 2016 foi de 15,27% do PIB. Crescimento real em relação ao PIB de 14,38%, representando 47,16% da carga tributária de 2016, que foi de 32,38%. Para que se avalie a variação criminosa dos gastos reais com pessoal, cabe lembrar que nesse mesmo período houve um crescimento real do PIB Corrente de 34,70%, gerando um ganho real acima da inflação de 54,07% nesse período. Nenhuma nação do planeta conseguiria bancar tamanha orgia pública. Mesmo com a aberração econômica citada, o primeiro ato de Temer foi conceder aumentos salariais para os servidores públicos programados até o ano de 2019. Irresponsabilidade digna de impedimento.
Analista financeiro
 
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