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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 04/01/2018. Alterada em 03/01 às 21h37min

O dinheiro do governo

Ivanor Ferronatto
Estamos diante de uma verdadeira anomalia frente ao protesto dos juízes pelo auxílio moradia. Isto, no particular, por que no geral, as carreiras de Estado, qualificadas, abrangidas pela estabilidade, faz com que algumas corporações busquem que na aposentadoria, estejam "ricos", com belos imóveis residenciais, polpudos soldos e por aí afora. Seria o auxílio moradia, um valor entendido na Justiça do Trabalho como salário "in natura"? Não, pois normalmente possuem imóveis próprios e, na falta destes, seu soldo comporta facilmente o pagamento de aluguel. Seria uma compensação pelo desconto do IR? Bem, nesse caso, não estariam pagando este tributo. No serviço privado prestado a entidades públicas de economia mista, os dissídios foram pródigos no acordo de "penduricalhos" para aumentar o ganho. Isto leva a um outro paradoxo: o de que o dinheiro vem do "governo". Mas de onde vem o dinheiro do governo, já que não o produz e, quando possui empresas, estas, ao invés de retribuir com dividendos ou lucro, são deficitárias? Bem, é de causar mal-estar se pensarmos que o dinheiro vem, por exemplo, do salário do trabalhador, que já a partir de R$ 2.000,00, está sujeito a dedução do IRPF.
Vem de brasileiros que tem residência e precisam pagar pela conta de luz, com ICMS na faixa de 30%, embora a política de dedução. Vem de milhares quem têm acesso à telefonia, dos que compram material para construir a sua casa, dos que são internados em hospitais ou que necessitam de medicamento. Vem de quem compra material escolar! Empresário que por ventura venha a "quebrar" terá como consolo aposentadoria de cerca de R$ 5.000,00! Em um pais desenvolvido, o cidadão tem o direito de saber e concordar ou não de quanto deve pagar por quem presta serviços ao Estado, na condição de funcionário de carreira pública. Será que só teremos condições de sanar estas e outras mazelas que se incorporaram à máquina pública se passarmos por que passou a Alemanha? Teríamos capacidade para tal?
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