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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Relações diplomáticas

Notícia da edição impressa de 12/01/2018. Alterada em 11/01 às 21h16min

Equador concede nacionalidade a Julian Assange

Assange teme ser deportado para a Suécia, onde é acusado de estupro

Assange teme ser deportado para a Suécia, onde é acusado de estupro


/BEN STANSALL/AFP/JC
O governo do Equador anunciou, nesta quinta-feira, que concedeu a nacionalidade do país a Julian Assange, criador do site WikiLeaks. Segundo a ministra de Relações Exteriores equatoriana, Maria Fernanda Espinosa, o processo aconteceu em 12 de dezembro a pedido de Assange, que é australiano de nascimento.
Durante entrevista coletiva em Quito, a chanceler disse que seu país trabalha em conjunto com o Reino Unido para encontrar uma saída "digna" para Assange, que vive na embaixada equatoriana em Londres desde 2012. Ele se refugiou no local para evitar um pedido de deportação feito pela Suécia, que o investigava por crimes sexuais.
O inquérito sueco atualmente está suspenso, mas a polícia britânica disse que ainda há uma ordem de prisão contra Assange por ele ter se recusado a se entregar às autoridades. Logo após chegar na embaixada, o fundador do WikiLeaks recebeu asilo do governo equatoriano, mas o Reino Unido não deu a autorização para que viajasse ao país, e, por isso, ele pode ser preso se deixar o local.
Assange, que nega as acusações de estupro, teme ser deportado para os Estados Unidos, onde enfrentaria acusações por ter vazado, através do WikiLeaks, milhares de documentos militares e diplomáticos secretos dos EUA, divulgados pela ex-analista de Inteligência do Exército norte-americano Chelsea Manning, libertada após sete anos na prisão.
Pouco antes do anúncio desta quinta-feira, o governo britânico disse ter recusado um pedido equatoriano para conceder status de diplomata para Assange, o que permitiria que ele deixasse a embaixada e viajasse para o Equador.
 
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