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Porto Alegre, terça-feira, 09 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Ásia

Notícia da edição impressa de 10/01/2018. Alterada em 09/01 às 20h29min

Em encontro, Coreias do Norte e do Sul promovem reaproximação

Representantes dos dois países avançaram nas negociações

Representantes dos dois países avançaram nas negociações


/DONG-A ILBO/AFP/JC
Na prática, os atos podem ser vistos como pequenos, mas, simbolicamente, o encontro de ontem entre as Coreias do Norte e do Sul possui um significado muito grande. Em um dos principais pontos definidos na reunião, Pyongyang aceitou uma proposta de Seul para discutir questões militares. O anúncio foi feito por meio de um comunicado conjunto. O encontro de alto nível entre representantes dos dois países foi o primeiro do gênero desde 2015, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
O comunicado também confirma que o regime norte-coreano concordou em enviar uma delegação para os Jogos Olímpicos de Inverno, a serem realizados na cidade sul-coreana de PyeongChang no próximo mês. No encontro de ontem, que ocorreu no vilarejo fronteiriço de Panmunjom, Seul e Pyongyang também concordaram em iniciar cooperação e trocas por meio de diversos níveis de conversações, informaram autoridades sul-coreanas.
A reunião ocorreu depois que o presidente norte-coreano, Kim Jong-un, fez uma rara oferta de reaproximação com Seul em sua mensagem de Ano-Novo. Na ocasião, ele expressou o desejo de enviar uma delegação aos jogos de PyeongChang e disse que seu país estava aberto para diálogo.
O encontro foi acertado na sexta-feira passada, depois que Coreia do Sul e Estados Unidos concordaram em adiar exercícios militares conjuntos na região para depois das Olimpíadas. O vice-ministro Chun Hae-Sung, responsável sul-coreano pelas negociações com o vizinho, disse que seu país pediu a realização de uma nova rodada de conversas para diminuir a tensão na península, além de uma retomada das negociações sobre os testes de mísseis e o programa nuclear norte-coreano. Os representantes da Coreia do Norte não chegaram a responder a oferta, mas se disseram abertos ao diálogo e à negociação. "Viemos a este encontro com o objetivo de dar aos nossos irmãos, que têm altas expectativas para este diálogo, um resultado inestimável como o primeiro presente do ano", disse o chefe da delegação norte-coreana, Ri Son-gwon, ao chegar ao local, cerca de meia hora antes do horário combinado.
Seul propôs também que os atletas dos dois países marchassem juntos durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno. Isso já ocorreu em uma série de eventos esportivos durante os anos 2000 - incluindo as Olimpíadas de Sydney, em 2000, e Atenas, em 2004 -, mas não acontece desde 2007. Os sul-coreanos também querem realizar uma série de reencontros entre famílias divididas pela Guerra da Coreia (1950-1953) no Ano-Novo lunar, que acontece durante os Jogos.
Na única vez que a Coreia do Sul recebeu uma edição dos Jogos Olímpicos, a Olimpíada de verão de 1988, em Seul, a Coreia do Norte boicotou o evento. Antes da competição, no final de 1987, o governo norte-coreano explodiu um avião sul-coreano, matando as 115 pessoas a bordo, em uma tentativa de desestabilizar a competição..

Seul não irá renegociar acordo sobre escravas sexuais na guerra

O Coreia do Sul disse ontem que não irá renegociar um acordo firmado em 2015 com o Japão sobre mulheres coreanas que foram escravas sexuais de soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, mas se comprometeu a utilizar fundos próprios para atender às necessidades das vítimas.
A ministra das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha, reiterou que o governo não está satisfeito com o acordo e não o considera uma "solução verdadeira". Para ela, os desejos das vítimas não foram refletidos no trato.
Kang cobrou do Japão um pedido de desculpas pelas atrocidades cometidas durante a guerra e que "faça esforços contínuos para ajudar as vítimas a recuperar a honra e dignidade e curar seus corações feridos". O governo japonês disse que já se desculpou diversas vezes, inclusive na época do acordo.
No trato, classificado à época como "final e irreversível", Tóquio se comprometeu a doar o equivalente a US$ 9 milhões para um órgão em Seul que dá apoio às vítimas e suas famílias. Cerca de US$ 4 milhões já foram pagos.
 
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