Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 11 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Empreendedorismo

Notícia da edição impressa de 12/01/2018. Alterada em 11/01 às 21h14min

Franquias crescem 8% em 2017 e faturam R$ 163 bi

Participação do segmento de saúde, beleza e bem-estar atingiu 16%

Participação do segmento de saúde, beleza e bem-estar atingiu 16%


/MARCO QUINTANA/JC
O setor de franquias cresceu 8% em 2017 na comparação com o ano anterior, saltando de R$ 151,2 bilhões para cerca de R$ 163 bilhões, segundo balanço parcial da Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgado nesta quinta-feira. "Os sinais de melhora da economia brasileira, especialmente leve recuperação da renda e consumo, se refletiram no setor de franquias ao longo do ano passado", avaliou a entidade.
Para o presidente da ABF, Altino Cristofoletti Junior, além do quadro macroeconômico, o ano foi marcado por três movimentos: a progressiva diversificação de canais, modelos e localização; a interiorização do franchising; e o crescimento de franqueados multiunidade.
"A busca por eficiência, por novos mercados e por atrair um consumidor receoso se traduziu em muita inovação: novas estratégias de venda, de configuração de ponto comercial, aprimoramentos em produtos e parcerias. Neste movimento, os franqueados com mais de uma unidade tiveram o importante papel de assumir lojas em dificuldade e as cidades do interior, a função de manter viva a expansão", completa o presidente da ABF.
Já em relação aos empregos gerados no setor, a prévia sinaliza crescimento de 1%, alcançando cerca de 1,2 milhão de trabalhadores diretos. A projeção é de que, em 2018, haja um incremento de 3% no número de empregos em franchising.
Na avaliação do presidente da ABF, "a baixa inflação, a queda da taxa básica de juros da economia (Selic), a melhora dos índices de confiança do consumidor e do empresariado e a retomada do crescimento do varejo e da atividade industrial são alguns dos fatores que contribuíram para o crescimento do franchising e que nos permitem projetar um desempenho mais positivo do setor em 2018". A projeção da entidade para este ano é ampliar o faturamento entre 9% e 10%.
É o que espera o gerente-geral da Tutores, microfranquia especializada em reforço escolar, André Luiz da Silva. "Para 2018, a expectativa é chegar em todas as capitais e terminar o ano com mais de 150 franquias e faturamento na casa do R$ 50 milhões", diz Silva.
Expectativa compartilhada pela diretora da Ginástica do Cérebro, Nadia Benitez. A executiva da empresa de treinamento cognitivo e desenvolvimento cerebral afirma que, apesar das instabilidades da economia, a rede cresceu 50% em 2017 em relação ao ano anterior e espera manter o crescimento neste ano. "A expectativa de crescimento da rede para 2018 é de, no mínimo, 10 novas unidades."
Um estudo inédito com o perfil das 50 maiores marcas de franquias no Brasil mostrou que, em termos de segmento de atuação, a predominância, em 2017, foi do setor de alimentação (34%), seguido por serviços educacionais (18%).
De acordo com a entidade, o destaque foi o crescimento da participação do segmento de saúde, beleza e bem-estar (de 12% para 16%). "Este segmento vem apresentando desempenhos consistentes nos últimos trimestres e se mostrou presente aqui também, tanto com a manutenção da líder do setor quanto pelo ingresso de duas novas redes deste segmento no grupo das maiores", explica o presidente da ABF.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia