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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Tributos

Notícia da edição impressa de 12/01/2018. Alterada em 11/01 às 22h31min

Defasagem da tabela do IRPF sobe para 88,4%

Mesmo com o processo de queda da inflação, a defasagem da tabela de incidência do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) atingiu 88,4% desde 1996, segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). Todo início de ano, o sindicato retoma a pressão para que o governo envie ao Congresso Nacional proposta de correção da tabela pela inflação passada. Em 2016 e 2017, a tabela não foi corrigida.
Com a correção da tabela, a faixa de isenção do IRPF aumenta, e os demais contribuintes pagam menos imposto. Em dezembro do ano passado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acenou com a possibilidade de correção da tabela e dos benefícios do programa Bolsa Família.
Com a correção da tabela, o governo perde receita. Já com o reajuste do Bolsa Família, o governo aumenta despesa, o que é mais difícil de ser administrado por conta do teto de gasto, instrumento que limita o crescimento das despesas. A perda de receita pode ser administrada com o aumento da arrecadação.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2017 com alta de 2,95%. De 1996 até hoje, a tabela foi corrigida em 109,63%, enquanto a inflação acumulada no período foi de 294,93%, diz estudo do Sindifisco, divulgado nesta quinta-feira.
Se a faixa de isenção do IRPF atual vale para quem tem ganhos de até R$ 1.903,98, corrigida, subiria para R$ 3.556,56. Para Cláudio Damasceno, presidente do Sindifisco Nacional, representa dizer que a diferença de R$ 1.652,58 pune as camadas de mais baixa renda.
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