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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 12/01/2018. Alterada em 11/01 às 21h15min

Inadimplência do consumidor cai 3,5% em 2017 e evidencia maior cautela

A inadimplência do consumidor caiu 3,5% em 2017, de acordo com os dados nacionais da Boa Vista SCPC divulgados nesta quinta-feira. Em dezembro ante novembro, o recuo foi de 4,5%, com ajuste sazonal. Na comparação com igual mês de 2016, o indicador caiu 6%.
Segundo a Boa Vista SCPC, as adversidades ocorridas na economia nos últimos dois anos geraram grande cautela nas famílias, contribuindo para a redução da inadimplência. Agora, com a perspectiva de crescimento gradual da economia e da renda, e também com juros menores e inflação controlada, é esperado um ritmo estável do estoque de inadimplência. "Espera-se uma retomada sustentável da demanda de crédito, expandindo a renda disponível das famílias."
Por regiões, a maior queda na inadimplência em 2017 foi registrada no Nordeste, de 5,4%. Em segundo, apareceu o Sudeste (-3,9%), seguido de perto por Centro-Oeste (-3,3%) e Norte (-3,0%). Já o Sul do País registrou aumento de 0,6% na inadimplência no ano passado.
Na comparação entre dezembro e novembro, com ajuste, houve recuo de 6,4% no Nordeste, queda de 6,0% no Sudeste e retração de 2,3% na região Norte. Em contrapartida, a inadimplência cresceu no Sul (0,2%) e no Centro-Oeste (0,1%).
Já o levantamento feito do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) sobre a inadimplência mostra que o ano de 2017 encerrou com um volume praticamente estável de brasileiros negativados estável, porém alto. A estimativa é que o Brasil tenha fechado dezembro com aproximadamente 60,2 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número representa 39,6% da população com idade entre 18 e 95 anos.
"Mesmo com a lenta recuperação econômica em curso, as famílias ainda enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos em dia. A reversão desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica e, em especial, daquilo que toca diretamente o consumidor: emprego e renda", afirma o presidente do SPC Brasil, Roque
Pellizzaro. "Além disso, exige um esforço contínuo de educação sobre o consumo - pesquisas elaboradas pelo SPC Brasil mostram, de forma decorrente, uma carência de controle das finanças pessoais."
Em dezembro, houve um aumento de 1,27% na quantidade de inadimplentes na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 0,63% na variação mensal, entre novembro e dezembro.
Segundo a pesquisa do SPC e da CNDL, a estimativa por faixa etária revela que é entre os 30 e 39 anos que se observa a maior frequência de negativados. Em dezembro, metade da população nesta faixa etária (50%) tinha o nome inscrito em alguma lista de devedores, somando um total de 17,08 milhões.
É na região Sudeste em que se concentra a maior quantidade de consumidores com contas em atraso, em termos absolutos: 24,9 milhões - número que responde por 38% do total de consumidores que residem na região. A segunda região com maior número absoluto de devedores é o Nordeste, que conta com 16,7 milhões de negativados, ou 41% da população. Em seguida, aparece o Sul, com 8,2 milhões de inadimplentes (37% da população adulta).
Já em termos proporcionais, destaca-se o Norte, que, com 5,4 milhões de devedores, possui 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 5,0 milhões de inadimplentes, ou 43% da população.
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