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Porto Alegre, terça-feira, 09 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 10/01/2018. Alterada em 09/01 às 22h30min

Custo socioambiental sobe e trava construção de novas hidrelétricas no Brasil

Gastos para compra do terreno e realocação de moradores subiram

Gastos para compra do terreno e realocação de moradores subiram


/WILSON DIAS/ABR/JC
Os custos socioambientais para construir grandes hidrelétricas quase quadruplicou nos últimos 20 anos, segundo estudo do Instituto Acende Brasil. A participação dessas despesas no orçamento total dos projetos subiu de 5,7%, nos anos 1990, para 20%, entre 2010 e 2014.
"Os gastos que mais cresceram foram relativos à compra de terrenos, à realocação de populações afetadas e à limpeza de reservatórios. Com a maior de pressão da sociedade civil, a fiscalização ficou mais rigorosa, o que elevou os custos", diz Alexandre Uhligm, diretor do instituto.
A alta também ocorre porque, no passado, essas despesas eram subdimensionadas nos orçamentos. Os custos socioambientais têm peso muito maior nas hidrelétricas. Nas termelétricas, eles representam 1,9%. Em eólicas, a fatia é de 3%, e, em solares, 1%, aponta a EPE (estatal responsável pelo planejamento do setor de energia).
Para o diretor, o maior entrave das hidrelétricas é a resistência de movimentos de defesa de povos indígenas, já que grande parte dos empreendimentos requer o alagamento de áreas demarcadas.
Com a maior dificuldade, o potencial para novas grandes usinas estaria próximo ao fim. Dos 250 GW (gigawatt) de potencial de hidrelétricas no País, 100 GW já foram construídos e outros 100 GW dificilmente poderão ser aproveitados, por causa de dificuldades de licenciamento ambiental.
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