Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 08 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

COMENTAR | CORRIGIR

Cinema

Notícia da edição impressa de 09/01/2018. Alterada em 08/01 às 18h07min

Voz das mulheres contra assédio marca Globo de Ouro

Elenco de Big little lies comemora vitória no Globo de Ouro

Elenco de Big little lies comemora vitória no Globo de Ouro


/FREDERIC J. BROWN/AFP/JC
Em uma noite em que era esperado que a politização ofuscasse os prêmios, a voltagem política do Globo de Ouro ficou por conta dos vestidos (todos pretos) e do apresentador Seth Meyers, que brincou que "foi um ano complicado para ser homem branco em Hollywood". Foram repostas às denúncias de assédio que varreram 2017.
Também politizada, Oprah Winfrey, homenageada da noite, lembrou de quando Sidney Poitier, como ela, negro, venceu o Oscar, e celebrou a imprensa, "hoje cerceada". Ela falou ainda de violência contra a mulher e citou os slogans de protesto "Time's up" (o tempo acabou) e "Me too" (eu também). A cerimônia ocorreu na noite de domingo, em Los Angeles, com prêmios em cinema e TV.
Em cinema, a grande surpresa foi a vitória de Três anúncios para um crime, que roubou o favoritismo de A forma da água, e levou quatro prêmios. A trama gira em torno de uma mãe (Frances McDormand, premiada) que resolve se vingar dos policiais que não apuraram a morte da filha dela. Como revanche, ela afixa mensagens intimidadoras nos três outdoors que dão nome ao filme de Martin McDonagh.
Ainda que não tenha sido o grande vencedor, o romance de tintas fantásticas A forma da água levou as estatuetas por melhor direção (a apresentadora do prêmio, Natalie Portman, ainda destacou que só homens foram indicados na categoria) e trilha sonora. A obra narra o envolvimento entre uma faxineira (Sally Hawkins) e um monstro aquático.
Foi o mesmo número de vitórias de Lady bird, comédia indie que ganhou por filme cômico e atriz nessa categoria (Saoirse Ronan). Outro forte cotado, Gary Oldman venceu por ator dramático por seu papel como Winston Churchill em O destino de uma nação.
História similar à de Três anúncios, também sobre uma mãe vingativa, venceu o prêmio de melhor filme estrangeiro: o alemão Em pedaços, de Fatih Akin, sobre uma mulher (Diane Kruger) que sai em busca de revanche contra os terroristas que mataram seu marido e seu filho.
James Franco (o mais novo denunciado por assédio sexual) levou o prêmio de ator de comédia por O artista do desastre, sobre uma dupla improvável que resolve fazer cinema. Como melhor animação, o vencedor foi Viva, produção da Pixar/Disney sobre um menino mexicano que viaja para o mundo dos mortos. Já o filme O rei do show levou por melhor canção original.
Em TV, depois de se destacar no Emmy, Big little lies e The handmaid's tale voltaram a roubar a cena e levaram prêmios nas principais categorias do Globo de Ouro. As escolhas refletem um momento bastante específico, marcado pelo protagonismo de figuras femininas em histórias de violência e opressão. Big little lies, que tem como centro um grupo de mães perturbadas por situações de violência, levou quatro troféus.
Melhor atriz coadjuvante por seu papel em Big little lies, Laura Dern fez um discurso dirigido principalmente às mães. "Precisamos mostrar às nossas crianças que elas podem contar a verdade sem medo de retaliações". A referência era sua própria personagem, que, na série, tem uma filha que sofre bullying.
Na categoria atriz de série dramática, o Globo de Ouro repetiu a opção do Emmy, e deu o segundo troféu para Elisabeth Moss, por sua atuação em The handmaid's tale, que também venceu como melhor série. Trata-se de história sobre criadas que passam por violência extrema, privadas de seus direitos como cidadãs, em um futuro distópico. "Não vivemos mais nos espaços em branco, nos cantos das páginas. Não vivemos mais nas lacunas entre as histórias. Somos a história e estamos escrevendo a história nós mesmas", afirmou a atriz em seu discurso.

CINEMA

Melhor filme (drama)
Três anúncios para um crime
Melhor ator (drama)
Gary Oldman (O destino de uma nação)
Melhor atriz (drama)
Frances McDormand (Três anúncios para um crime)
Melhor filme (comédia)
Lady Bird
Melhor ator (comédia)
James Franco (O artista do desastre)
Melhor atriz (comédia)
Saoirse Ronan (Lady Bird)
Melhor diretor
Guillermo del Toro (A forma da água)
Melhor roteiro
Três anúncios para um crime
Melhor ator coadjuvante
Sam Rockwell (Três anúncios para um crime)
Melhor atriz coadjuvante
Allison Janney (Eu, Tonya)
Melhor filme estrangeiro
Em pedaços, de Fatih Akin (Alemanha)
Melhor animação
Viva: a vida é uma festa
Melhor trilha sonora
A forma da água
Melhor canção
This is me (O rei do show)

TELEVISÃO

Melhor série (drama)
The handmaid's tale
Melhor ator (drama)
Sterling K. Brown (This is us)
Melhor atriz (drama)
Elisabeth Moss (The handmaid's tale)
Melhor série (comédia)
The Marvelous Mrs. Maisel
Melhor ator (comédia)
Aziz Ansari (Master of None)
Melhor atriz (comédia)
Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
Melhor minissérie ou telefilme
Big little lies
Melhor ator em minissérie
ou telefilme
Ewan McGregor (Fargo)
Melhor atriz em minissérie
ou telefilme
Nicole Kidman (Big little lies)
Melhor ator coadjuvante
Alexander Skarsgard (Big little lies)
Melhor atriz coadjuvante
Laura Dern (Big little lies)
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia