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Porto Alegre, quarta-feira, 31 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

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Carlos Pires de Miranda

Gastronomia

em viagem

Notícia da edição impressa de 01/02/2018. Alterada em 31/01 às 17h23min

Visita à Serra no verão

CPM /DIVULGAÇÃO/JC
Sobrou o último fim de semana das férias, e tratamos de aproveitá-lo na Serra. Ficamos em um flat confortável junto ao Laje de Pedra, com diárias razoáveis e toda a estrutura do hotel disponível. Canela e Gramado sem muitos turistas, nada de ônibus à porta das atrações - tudo isso é bem o nosso estilo. Passear de bondinho aéreo com a visão da cascata do Caracol, sem fila alguma, foi o destaque da tarde de sexta-feira.
Na chegada a Gramado, tínhamos resolvido almoçar ainda com a bagagem na caminhonete. Precisando estacionar bem em frente a algum restaurante, caímos no desconhecido Scur, próximo ao Centro. Consta que à noite funciona como pizzaria, a aparência externa é boa, mas quanto ao bufê de almoço, esqueça. Um dos pratos ficou quase intocado; nosso filho comeu um pouquinho de arroz e feijão, eu tentei achar alguma salada apetitosa, provei um filé de salmão, não deu, saímos todos com fome.
Uma ótima experiência foi almoçar sábado no Empório Canela, pertinho da Catedral de Pedra. Prato kids bem pensado (R$ 32,00), estupendo filé de meca - o peixão branco da foto acima, com risoto de camarões flambados na cachaça, ao suco de laranja e rúcula (R$ 69,90). Para o colunista, um velho conhecido: filé Magnólia, em crocante de castanhas, com risoto de maçã verde e Gorgonzola (R$ 64,90), uma bela ideia com deslize na execução - passou do ponto pedido, o que fiz questão de mostrar ao garçom, que prometeu registrar à cozinha. Conta, com água e gorjeta: justos R$ 188,32.
Noite de sábado, depois de 14 anos frequentando e elogiando o Di Pietro, em Gramado, tive a primeira decepção com o restaurante. Lá estavam os frios, os bufês de saladas, um tanto menos apetitosas do que antes, cinco saborosas sopas - de aipo, alho-poró, cappellettis - travessas de pães, e as boas sobremesas caseiras, como moranga em calda, pudim de leite, sagu. Alguém pode servir-se de tudo isso e pagar R$ 59,00. Ou, como era antes, pagar mais R$ 10,00 e servir-se também dos grelhados que quiser.
Tudo certo, até os grelhados: agora se pode escolher apenas um, uma massa, um molho e acabou. Picanha com spaghetti corresponde a duas minúsculas fatias de carne e uns 20 fios de massa. Se pedir filé, vira vexame: chegarão à mesa duas tiras menores do que um dedo indicador. Não ficou caro (com mineral e gorjeta, R$ 189,20), mas foi insuficiente até para a fome de uma criança (R$ 30,00).
Saímos de lá antes de 22h, não serviram mais do que três mesas nesse período. Baixa temporada, eu sei. Mas o Pasteleiro, em frente, estava lotado, assim como várias casas da Borges. Dá para entender?

Uma sobremesa clássica


WINE/DIVULGAÇÃO/JC
Há algumas sobremesas que me despertam incontidos desejos, em horários pouco convencionais. Uma vez, saí de um espetáculo em Paris já tarde, mesmo para os padrões locais. Sob um frio intenso, fui acometido pela vontade de comer um crème brulée. Por sorte, lembrei-me do sempre alerta Au Pied de Cochon, que invade a madrugada com a cozinha funcionando. Voltei ao hotel saciado e, em outras ocasiões, retornei ao restaurante para repetir a clássica sobremesa.
Por aqui, o melhor crème que conheço está no menu do Lorita, uma criação de alguém da equipe de Roberta Horn Gomes. Confesso que não testei a receita ao lado, um tanto inovadora, mas faz sentido experimentá-la: é simplificada e pode dispensar o uso de maçarico, que nem todo mundo tem. Foi enviada pela equipe da Wine.com, só demanda tempo de forno e, se possível, antecedência na preparação.
Crème Brulée
Ingredientes:
  • 500 ml chantilly
  • 100 ml de leite
  • 5 gemas de ovo
  • 100 ml de açúcar granulado
  • 1 fava de baunilha fresca
  • açúcar de confeiteiro
Modo de preparar:
  1. Aquecer o forno a 100°C. Se o forno tiver apenas temperaturas maiores, ligar no mínimo possível e cobrir cada recipiente com papel alumínio durante a primeira hora de preparação.
  2. Misturar bem chantilly, leite e gemas.
  3. Dividir e descascar as sementes da fava de baunilha, integrar ao creme com um pouco de açúcar e depois despejar o açúcar restante.
  4. Derramar o creme em recipientes individuais de porcelana, com cerca de 10 cm de diâmetro, e colocá-los sobre uma fôrma, em banho-maria.
  5. Levar ao forno aquecido na temperatura recomendada e manter durante cerca de duas horas. Desligar, deixar no forno fechado por mais uma hora.
  6. A superfície do creme deve permanecer reta, se ela começar a inflar antes do tempo, retirar imediatamente. Passar o creme ao refrigerador por algumas horas, para esfriar.
  7. Antes de servir, polvilhar uma fina camada de açúcar de confeiteiro, queimar com maçarico ou no forno, agora a 250º C.
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