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Porto Alegre, terça-feira, 06 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Responsabilidade Social

Notícia da edição impressa de 05/02/2018. Alterada em 01/02 às 17h31min

Na escola, em plenas férias

Projeto promove atividades lúdicas para os jovens no período de verão

Projeto promove atividades lúdicas para os jovens no período de verão


/FOTOS MARCO QUINTANA/JC
Pedro Carrizo
Uma cerimônia de formatura marcou a participação de crianças em programas da Missão Calebe, no bairro Mathias Velho, em Canoas. Elas cantavam e dançavam para todos aqueles pais e voluntários babões, apresentavam seus trabalhos confeccionados durante as recreações (insetos bem coloridos de materiais recicláveis) ao longo da semana, e puderam desfrutar de uma festa especialmente para elas. Todos os formandos participaram durante sete dias do Projeto Calebe, que promove oficinas de leitura, ciências, artesanato e muitas outras tantas brincadeiras em grupo, sempre finalizadas com um prato substancioso de comida ao final das três horas de ação no domingo passado.
Fundado há 13 anos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, o projeto destina-se a atividades assistenciais em regiões de vulnerabilidade social, que recebem estratégias específicas. Já são 36 pontos do projeto na Região Metropolitana da Capital e 5 mil voluntários em todo o Estado, que ajudam na reconstrução e no acabamento de casas, realizando feiras de saúde, mutirões de limpeza em espaços públicos e ações recreativas para crianças carentes no período de férias escolares (janeiro e julho). Porém, antes disso, é necessário bater nas portas da região buscando por pequenos ociosos, explicando o projeto e ouvindo as reivindicações dos moradores do bairro.
Assim estrearam os voluntários da Igreja Adventista, localizada na rua Itabaiana, bairro Mathias Velho, em Canoas. Divididos em duplas, eles passavam nas casas para avisar que o Projeto Calebe começava. "Não importa a religião dos pais das crianças, aceitamos qualquer um que tenha vontade de participar. O que realmente importa para nós é ver a realização dessas crianças durante as oficinas", diz a coordenadora dos voluntários, Geovana Schontag, de 46 anos.
A coordenadora conta que a meta dos voluntários é ensinar sobre as características de algum inseto ao longo de um dia, através das atividades de leitura, artesanato e ciências. Todo o conteúdo aprendido é exposto aos pais e voluntários durante a cerimônia de formatura, que contou com a apresentação musical dos pequenos, de 5 a 12 anos. "Ao final, eles levam para casa o certificado de conclusão da escola de férias e ótimas experiências", diz Geovana.
Durante uma das tardes da semana que antecedeu a formatura, na oficina de ciências, o silêncio e o olhar vidrado dos atendidos impressionava. Eles aprendem sobre a anatomia das joaninhas, que nascem em forma de larvas, rastejantes e viscosas, e tornam-se, ao longo de sua breve vida, coloridos e voadores. "Preparo as aulas um dia antes, busco vídeos e informações interessantes, e a resposta é sempre positiva. Eles adoram aprender coisas novas. A parte favorita é quando tem vídeos com os corpos dos insetos detalhados", diz a professora de educação infantil e voluntária do Projeto Calebe, Giuliana Figueredo, de 19 anos. Tia Giu Giu, como é conhecida por seus alunos, se diz agradecida por ser retribuída com tanta curiosidade e atenção.
Ao total, foram atendidas cerca de 50 crianças neste ponto do Projeto Calebe, e 40 voluntários do bairro Mathias Velho participaram diariamente das atividades. A metodologia, para que cada atendido desfrute de todas as oficinas da melhor forma, separa-os em quatro equipes de cores diferentes para que estas revezem entre as oficinas do projeto. Todas equipes acabam o trajeto quando se encontram no refeitório, a última parada do dia e a mais saborosa. Sucos naturais, tortas de encher os olhos e o nutritivo arroz com feijão estão entre os favoritos da criançada.
No espaço da Igreja Adventista do Sétimo Dia, as crianças aprendem, brincam e conhecem novos amigos enquanto fogem do tédio que as férias de verão causam quando são dentro de casa. Toda hora, os pequenos estão sendo supervisionados por adultos e adolescentes, que, consequentemente, tornam-se protagonistas e estimulam o altruísmo com o trabalho voluntário. Outro elo formador nesta corrente solidária são mães, pais, tias, avôs e avós dessas crianças, que, ao menos por uma semana, podem ter a certeza que estão alimentadas, entretidas e seguras.
 
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Comentários
Tiago 06/02/2018 16h43min
Esses jovens voluntários são uma inspiração... Estão todos de parabéns!!!
Leomar Schontag 05/02/2018 20h35min
É muito bom ver pessoas que dedicam seu tempo para o trabalho voluntário em prol das crianças da comunidade.