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Porto Alegre, domingo, 04 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a palavra

Notícia da edição impressa de 05/02/2018. Alterada em 01/02 às 17h21min

Next é nova aposta do Bradesco

Depois de dois anos de gestação, o Bradesco lançou, em 2017, o banco digital Next. Responsável pelo projeto e um dos principais cotados para assumir a presidência do Bradesco a partir de fevereiro, o executivo Maurício Minas disse que, diante da concorrência no segmento, o projeto deverá sofrer ajustes.
O vice-presidente de tecnologia do Bradesco, que participou do Fórum Econômico Mundial, de Davos, na Suíça, afirmou que a decisão em relação à substituição do presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi será tomada até o dia 10 de fevereiro. 
"Esta decisão está entre sete vice-presidentes - e esta é a regra do jogo", afirmou Minas. Formado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e com especialização pela Wharton Business School, nos Estados Unidos, Minas passou pelo Itaú e por empresas de tecnologia da informação antes de ingressar no Bradesco, em 2009, como diretor executivo. Tornou-se vice-presidente da instituição cinco anos mais tarde.
Apesar de o banco inicialmente ter insistido na cobrança de tarifas, Minas diz que, já nas próximas semanas, uma versão grátis do Next deverá ser lançada. Disponível nas lojas App Store e Google Play, a plataforma digital do Bradesco chega ao mercado com a proposta de se consolidar como um modelo de negócio inovador, que tem o objetivo de se relacionar com os clientes que buscam formas diferentes de gerenciar o próprio dinheiro. O Next reúne um conjunto de ferramentas desenvolvidas para garantir a melhor experiência ao usuário.
Com linguagem simples e direta, e um sistema inteligente com algoritmos que permitem entender o comportamento das pessoas, a ferramenta auxilia seus clientes na tomada de decisões, com produtos e serviços para o gerenciamento adequado do dinheiro, e sugere caminhos para a conquista de seus objetivos.
"Next será um hub de conexões com diversas jornadas, experiências e funcionalidades. Cumprirá o papel de gestor financeiro, oferecendo ferramentas para que a organização do dinheiro esteja sempre apoiada nos momentos de vida do usuário. Tudo isso com alto grau de assertividade", afirma Minas. O Bradesco é um dos maiores grupos financeiros do Brasil, com atuação no mercado desde 1943.
Após o lançamento do Next, o Bradesco continuará a investir em tecnologia?
Maurício Minas - Temos a cultura de que tecnologia é vital para a organização. O volume de investimentos tem crescido ano a ano. Em 2017, o total foi superior a R$ 6 bilhões e, neste ano, vejo um crescimento em torno de 10% sobre essa cifra. O papel da tecnologia hoje não é só de sustentação de negócios, mas de criação de negócios.
Como estão os resultados do Next?
Minas - É um bom exemplo (de geração de negócios por meio da tecnologia). Por melhor que seja a oferta digital que temos no banco atualmente, alguns clientes não nos comparam com as mídias sociais às quais estão acostumados a usar. Então decidimos criar um modelo digital focado na experiência do cliente, que é o Next, para mudar isso.
Como foi a captação de clientes do projeto?
Minas - O lançamento oficial foi em 30 de outubro. De lá para cá, já tivemos 700 mil downloads e, desses, cerca de 150 mil entraram na jornada de adesão para abrirem uma conta no Next. Acho que essa taxa de conversão vai aumentar.
O que impediu que os resultados fossem melhores?
Minas - O modelo de negócios previa uma taxa a ser paga, no valor de R$ 9,95 atéR$ 29,95, mas o mercado mudou muito, e todos os entrantes dos últimos dois anos colocaram isso no mercado grátis. Boa parte dessa não conversão do Next se dá quando o cliente percebe que tem de pagar. Então vamos mudar a estratégia e ofereceremos também uma categoria free (grátis) no comecinho de fevereiro. É o mesmo conceito que há no banco tradicional: há certos limites, mas se consegue operar sem pagar nada com isso. Com isso, a taxa de conversão deve melhorar bastante. Achamos que teremos uma curva de crescimento de clientes bastante acelerada. E hoje consideramos que já é positivo.
Na Europa, já se vê bastante migração para esta forma de banco, e recentemente houve o início do Open Bank. Como isso se dará no Brasil?
Minas - Este é o terceiro modelo potencial de negócios, que é mais disruptivo ainda. Na Europa, foi feito por regulação no último dia 13 de janeiro. No Brasil, será mais a distribuição de seus produtos na plataforma de terceiros. Há um produto, que é a conta-corrente, e o cliente é do Bradesco. O terceiro desenvolve um aplicativo interessante, e este app vai ter direito de acessar o cliente, que é meu, e o colocar naquela plataforma. Para o Bradesco, isso será um potencial negócio. E temos certeza que o regulador também tem interesse de que isso também se mova. Além disso, há uma parte da população que está disposta a abrir mão da privacidade em troca de benefícios. Realisticamente, é algo para acontecer no ano que vem.
E quando será lançado o Habitat, espaço de tecnologia do Bradesco?
Minas - A gente lança no dia 7 de fevereiro, e ele não é apenas um espaço de coworking, onde a gente convida apenas as startups. Convidamos ainda as grandes empresas que também inovam - e tem gente da área farmacêutica, de manufatura e outros segmentos. Têm também os investidores e a academia, com universidades e consultorias lá dentro. Então é um ambiente de inovação e será instalado em um prédio do banco de 22 mil metros quadrados.
O senhor é um dos cotados para substituir o presidente Trabuco. Como está esse processo de seleção?
Minas - Esta decisão é do conselho do banco. O processo do banco é estruturado e natural. A sucessão tem uma regra do jogo bem conhecida: é a prata da casa, em um timing já definido. Só não foi feito dois anos atrás, porque coincidiu com a compra do HSBC e foi importante ter o Trabuco à frente dessa operação. Passado esse evento tão importante para o banco, voltamos para o status quo normal. Esta decisão está entre sete vice-presidentes, e esta é a regra do jogo. Até o dia 10, essa decisão será tomada.
 
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