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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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Congresso Nacional

Notícia da edição impressa de 07/12/2017. Alterada em 06/12 às 21h49min

Parlamento é reprovado por 60% da população

 Seis em cada 10 brasileiros consideram ruim ou péssimo o trabalho dos parlamentares em Brasília

Seis em cada 10 brasileiros consideram ruim ou péssimo o trabalho dos parlamentares em Brasília


JONAS PEREIRA/AGÊNCIA SENADO/JC
A rejeição ao trabalho de deputados e senadores do Congresso Nacional atingiu o recorde histórico de 60%, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quarta-feira. Seis em cada 10 brasileiros consideram ruim ou péssimo o trabalho dos parlamentares em Brasília, aponta o levantamento.
A aprovação dos 513 deputados e 81 senadores também atingiu o menor índice desde que o instituto começou a fazer o levantamento, em 1993. A porcentagem de pessoas que classifica o trabalho dos congressistas como ótimo ou bom caiu para 5% na pesquisa desta terça-feira. Os demais 31% dos entrevistados classificaram o trabalho dos deputados e senadores como regular.
Em 1993, a avaliação dos políticos foi afetada pelo escândalo que ficou conhecido como "Anões do Orçamento", esquema formado por políticos que desviavam recursos públicos. Em setembro daquele ano, 56% da população classificou o trabalho dos deputados e senadores como ruim ou péssimo, 30% como regular e 7% como ótimo ou bom - índices próximos aos registrados nesta quarta-feira.
Os números de agora oscilaram negativamente em relação aos dois últimos levantamentos, realizados em dezembro de 2016 e abril de 2017. Segundo o Datafolha, nessas duas pesquisas a rejeição aos políticos foi de 58%, e a aprovação ficou em 7%. Historicamente, o índice de pessoas que acha o trabalho do Congresso ruim ou péssimo supera o daquelas que o consideram ótimo ou bom.
Nos últimos 25 anos, período em que avaliação foi feita, apenas no final do primeiro ano de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em dezembro de 2003, o Datafolha constatou que a satisfação do eleitorado com o Congresso superou a avaliação negativa. Em dezembro de 2003, 24% das pessoas achavam que o trabalho dos parlamentares era ótimo ou bom, enquanto 22% o classificavam como ruim ou péssimo.
O levantamento indica que a reprovação ao trabalho de parlamentares alcança números ainda maiores em segmentos específicos. Entre eles os mais ricos (74%), os com Ensino Superior (75%), eleitores do presidenciável do PSCJair Bolsonaro (68%) e os que reprovam a gestão do peemebista Michel Temer (69%).

Na despedida da Câmara, Tiririca diz sair decepcionado

Depois de sete anos como deputado federal, o palhaço Tiririca (PR-SP) fez, nesta quarta-feira, o seu primeiro e último discurso na tribuna da Câmara. Os poucos deputados que estavam no plenário no início desta tarde pararam, junto com servidores munidos de celulares, para acompanhar os oito minutos da fala em que Tiririca afirmou estar deixando a política "decepcionado, mas de cabeça erguida".
"Subo nesta tribuna pela primeira e última vez. Não por morte. Porque estou abandonando a vida pública", disse Tiririca, que já havia anunciado que não disputaria nova eleição. "Estou saindo triste para caramba. Estou saindo muito chateado, muito chateado mesmo com a nossa política, com o nosso Parlamento. Como artista popular que sou e político que estou, saio chateado", disse Tiririca.
Sem entrar em detalhes, nem mesmo quando questionado depois, em entrevista, Tiririca se disse envergonhado pelo que viu no Congresso ao longo de dois mandatos. "O que eu vi nos sete anos aqui, eu saio totalmente com vergonha. Não vou generalizar, não são todos. Tem gente boa aqui dentro", afirmou o deputado.
Tiririca pediu que seus colegas passassem a olhar mais para a população. "A gente sabe que todos nós ganhamos bem para trabalhar, nem todos trabalham", afirmou.
"Não fiz muita coisa, mas pelo menos fiz o que sou pago para fazer, estar aqui e votar de acordo com o povo", afirmou. Tiririca falou também do preconceito que sofreu de parte dos seus colegas , mas afirmou que isso não o abalou.
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