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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 02/01/2018. Alterada em 01/01 às 19h19min

A Guerra da Restauração e o Rio Grande

Augusto César Martins de Oliveira
Fundada em 1.737 em nome da Coroa Portuguesa, Rio Grande foi o centro administrativo do Rio Grande do Sul até 1.763. Inicialmente com a Comandância Militar do Presídio do Rio Grande e, a partir de dezembro de 1.751, com a instalação da Vila do Rio Grande de São Pedro. Entretanto, Rio Grande teve sua ocupação questionada por hispanos-platinos desde os primórdios e transformou-se num dos espaços de conflito luso-espanhol no século XVIII.
Em 1.763 ocorreu a ocupação espanhola da Vila que foi retomada pelos portugueses em abril de 1.776, com a atuação do Exército do Sul constituído por lusos-brasileiros. Forças de terra e mar estabelecidas na margem Norte do Canal do Rio Grande (São José do Norte) realizaram a retomada frente à resistência vinda das fortificações construídas pelos espanhóis na margem sul do canal. Os espanhóis foram surpreendidos por um ataque das forças luso-brasileiras que partiram de São José do Norte, realizando a travessia do canal em pequenas canoas. Colocado ao lado do Memorial Militar construído na Praça do Quartel, ainda hoje, se preserva um canhão conquistado dos espanhóis na Guerra de Restauração de 1.776. A ocupação espanhola e a restauração luso-brasileira, constituem dramáticos e decisivos episódios que definiram o projeto civilizatório luso-brasileiro no Rio Grande do Sul. Sem a restauração da Vila do Rio Grande de São Pedro aos luso-brasileiros e, por conseguinte, a manutenção da presença espanhola por aqui, poderia ter lançado a atual fronteira com o Uruguai, no Chuí, para pelo menos 200 quilômetros ao Norte. A ocupação espanhola e todas as atuações épicas ligadas à retomada luso-brasileira constituem episódios de destaque da história militar brasileira e de constituição do Brasil Nação. Relembrar estes episódios é essencial para as gerações presentes e futuras. Para preservar esta memória, devemos conhecer aquelas conjunturas, personagens e eventos cruciais para a constituição da história rio-grandense, na qual a cidade do Rio Grande teve papel de destaque militar e estratégico.
Coronel da reserva do Exército e advogado, Rio Grande/RS
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