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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 08/12/2017. Alterada em 07/12 às 21h28min

Juros a 7% no menor nível da nossa economia

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, a famosa Selic, para 7% ao ano. Diante da crise financeira pela qual passa o País, mesmo que em lenta recuperação nos últimos meses, os juros tinham mesmo que cair. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está com previsão de fechar o ano em pouco mais do que 3%, inflação bastante. O centro da meta do Banco Central é 4,5%, com variação de dois pontos percentuais para mais (6,5%), ou para menos (2,5%).
Simultaneamente, é preciso que o governo corte os gastos de custeio. Justamente nas categorias do funcionalismo que ganham bem acima da média salarial do setor privado, ou cerca de 60% a mais.
Não se pede - repetimos - um nivelamento por baixo, mas sim coerência de acordo com a capacidade da Nação. É que ainda temos muitas demandas por educação, saúde e segurança, além de infraestrutura. Por isso, finalmente chegou o dia esperado por empresários e brasileiros, os juros foram rebaixados, nesta quarta-feira, para 7% ao ano. Não é o ideal, mas, descontando a inflação, serão os menores da história econômica do Brasil. Depois de várias reduções, com uma grande economia no pagamento da dívida pública federal, em torno de R$ 3,45 trilhões. A Selic foi reduzida pela 10ª vez consecutiva e atingiu o menor patamar desde 1986, quando começou a série histórica do Banco Central. Até agora, a menor taxa de juros já registrada é a que vigorou entre outubro de 2012 e abril de 2013, em 7,25% ao ano.
Mas milhões de pessoas ficam intrigadas quando alguém cita que o mercado tem essa ou aquela percepção. Quem é, afinal, esse tal de mercado com tanta importância no nosso cotidiano? O mercado somos todos, coletivamente, e cada um de nós, com a nossa visão do que se passa. A cada dia, estamos colaborando para que o mercado faça suas escolhas, opções e manifeste vontades. Quando escolhemos determinada marca de alimento, refrigerante ou rede de supermercado, estamos fazendo uma opção e agindo em nome do tal de mercado.
Enfim, veio um novo corte, segundo todos esperavam. Então, a taxa de juros no Brasil chega ao patamar tão almejado por todos, mesmo que ainda exista margem para um outro corte, no início de 2018, segundo deixou antever o Copom.
Entretanto, devemos ser prudentes nesta questão, pois pior será a necessidade de, logo adiante, ter que subir a Selic para evitar inflação ou reequilibrar a oferta de dinheiro com a demanda. Se alguns reclamavam, com razão, mais vagas de emprego e renda para os trabalhadores, com o corte dos juros, pelo menos a renda deverá melhorar, indiretamente, via custo menor dos produtos e dos empréstimos bancários. Com uma dívida pública de R$ 3,45 trilhões, boa parte dela atrelada à Selic, cada meio ponto a menos para ser pago durante um ano é economia muito alta.
No entanto, e para efeito de comparação, no mesmo dia em que o Copom diminuía a Selic aqui, a autoridade monetária do Canadá decidia manter os juros em 1% ao ano. Uma diferença enorme para a nossa situação.
Mas o que importa é que os juros caíram, e a inflação continua baixa, mesmo com as críticas contra a elevação do gás - cuja metodologia atual foi suspensa -, da gasolina e do diesel. Porém, manter, como no passado recente, preços artificialmente baixos e que deram enormes prejuízos à Petrobras também não é recomendável. Agora, o preço internacional do petróleo é que sinaliza o que é cobrado no Brasil. Mas o que importa, hoje, é a Selic mais baixa.
 
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