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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 07/12/2017. Alterada em 06/12 às 20h42min

Um cais onde atracarão os sonhos porto-alegrenses

Evidentemente que há vozes discordantes, como sempre acontece no Rio Grande do Sul, onde florescem antagonismos. Porém, foi uma bela cerimônia no portão central do Cais Mauá, com a presença de um ex-governador, Germano Rigotto (PMDB), e de um ex-prefeito da Capital, José Fortunati (PDT), além do governador José Ivo Sartori (PMDB) e do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), sob cujas administrações o projeto teve andamento, quando o projeto Cais Mauá foi liberado para obras.
O antigo porto da Capital, o hoje Cais Mauá, teve seus armazéns importados, desmontados, da Inglaterra. Foi inaugurado oficialmente em 1913. Mas, ao contrário do que é dito, os porto-alegrenses pouco se aproximaram do Guaíba por meio daquela área.
Sempre o acesso ao rio, hoje lago, com vistas ao banho, deu-se a partir da Usina do Gasômetro, que tinha ao seu lado o famoso Cadeião, construído ainda durante o Império. Na sequência da área, havia o campo de futebol do clube amador Humaitá e, em seguida, a sede náutica, com um amplo e bonito salão na parte superior, do Grêmio Náutico Gaúcho, onde memoráveis bailes foram realizados durante anos.
Alguns opositores dizem que a área deveria ser para o lazer da população e criticam o modelo do projeto, com centro de compras, vagas para estacionamento e torres comerciais previstas para a área das docas. Mas é uma proposta real, que vai sair do papel.
Importa é que a revitalização do Cais Mauá finalmente será uma realidade. A cidade fará jus ao seu nome, um porto alegre e com uso. Haverá investimento de mais de R$ 500 milhões, com a geração de 28 mil empregos diretos e indiretos, instalação de hotel, shopping, centro de convenções, teatros, museus, restaurantes, centro infanto-juvenil para atividades recreativas, praças e parques, totalizando 149 mil metros de área construída.
Com a revitalização do Cais Mauá não precisaremos mais voltar de Buenos Aires e do seu Puerto Madero embasbacados com tanta utilidade, iluminação, restaurantes, bares e até uma universidade funcionando no local. Nem suspirar pelos portos de Lisboa, Barcelona ou mesmo de Belém do Pará, referências no setor.
Porto Alegre apresentava o maior obstáculo ao futuro melhor e à qualidade de vida dos seus habitantes. Isso acabou, no Cais Mauá, pelo menos.
O Centro da Capital, como conhecido até os anos de 1970, estava se esvaindo, por vários motivos. Não tínhamos mais, naquela área, Rua da Praia e adjacências, o monopólio dos grandes magazines, das lojas que marcaram época na Capital, algumas das quais perduram na cidade.
Convenhamos, não havia necessidade de se esperar tanto tempo por um investimento importante, de onde, aí sim, os porto-alegrenses poderão apreciar a vista do seu Guaíba.
De mais a mais, não podemos nos esquecer do Pontal do Estaleiro, na Zona Sul, onde, há anos, estavam as instalações do Estaleiro Só. Desativado e com negativa em consulta popular para permitir a construção de torres residenciais em 2009, é outro projeto que deve sair do papel, com parque, cinema e uma torre comercial.
No Centro, a boa nova é o Cais Mauá. Sem uso, os armazéns seriam degradados, sem conservação, e teríamos mais escombros em Porto Alegre. Enfim, que venha a restauração e o aproveitamento do Cais Mauá, para gáudio dos que moram aqui e dos que nos visitam.
 
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