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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 07/12/2017. Alterada em 06/12 às 21h29min

Um shopping inteiro fechado

Carlos Frederico Schmaedecke
Nunca houve tantas lojas fechadas em shoppings de Porto Alegre. Se juntássemos todas elas num único lugar, teríamos, no mínimo, mais um novo shopping inteiro. E muitas lojas ainda vão fechar em shoppings porque estão amarradas a contratos por tempo determinado, encargos altíssimos por desistência, e com descontos temporários de aluguéis que serão retirados assim que a economia der sinais de recuperação, inviabilizando os negócios. Uma pequena recuperação nas vendas não vai compensar a significativa queda dos últimos quatro anos. O Brasil só voltará a ter o PIB real de 2014 lá por 2021.
Queremos acreditar que a recessão econômica está chegando ao fim, porque estamos cansados de anos ruins. Mas as boas notícias da economia serão a ruína de muitos lojistas de shopping. Para quem não conhece como funciona a relação entre lojistas e shopping centers fica difícil entender uma afirmação tão catastrófica. É que os investidores de shoppings querem voltar a ganhar o que ganhavam, tudo devidamente reajustado e corrigido, mesmo não havendo perspectiva de que a vida nos shoppings volte a ser como antes. É uma conta que não fecha. Os custos cresceram, o consumidor continua pessimista e os canais de venda estão mudando, com o e-commerce, fazendo com que o consumidor veja os shoppings de outra maneira. Os lojistas de rua já renegociaram contratos de aluguel a valores adequados ou mudaram de local em busca de alugueis razoáveis.
Já os lojistas de shopping não conseguem renegociar seus contratos e são mantidos em constante estresse, porque podem ficar inviáveis rapidamente, basta perderem os descontos que eventualmente estejam usufruindo. Os shoppings preferem perder o lojista a reduzir os valores locativos de quem está estabelecido. Porém, não estão conseguindo atrair novos lojistas com contratos a valores e moldes antigos. Tomara que estas previsões estejam erradas, as vendas ampliem, as lojas se recuperem, novas lojas abram, a vida volte a ser como antes e todos fiquemos felizes. Afinal, não custa nada acreditar em Papai Noel.
Vice-presidente de Micro e Pequenas Empresas da CDL/POA
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