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Porto Alegre, terça-feira, 05 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 06/12/2017. Alterada em 05/12 às 21h19min

Bitcoin: a mudança é mais profunda

Milton Machado
Sempre que se fala em bitcoin com pessoas que não o conhecem bem, ou não usam a moeda virtual, surgem as mesmas perguntas, receios e analogias. Quais sejam, que o bitcoin não é regulado, nem tem lastro ou garantia de nenhum governo, não é emitido por nenhum banco central e por aí afora.
Ocorre que, para entender a revolução que o bitcoin está causando, não é suficiente pensar nele em termos do que se conhece e tentar enquadrá-lo nos parâmetros do sistema vigente. Essa tecnologia permite fazer coisas antes inimagináveis, alcança níveis desconhecidos de segurança e velocidade, além de ser de uma simplicidade inquestionável em termos de uso e funcionalidade.
Em vez de considerar que o fato de não ser emitido por nenhum banco central, ou de não ser regulado por nenhum governo, seja um defeito do bitcoin, é preciso ser mais coerente e ver que esta é sua principal vantagem. Foi criado assim justamente, porque, em geral, governos e bancos não são tidos como instituições muito confiáveis em lugar nenhum do planeta, principalmente no Brasil.
Então está na hora de entender que moedas inflacionárias, baseadas em dívidas de bancos centrais que criam um sistema perverso de financiamento com os bancos privados acarretando inflação ou juros altos para a população, não é algo bom para uma sociedade. Especialmente para uma sociedade digital, conectada como a atual. As moedas fiduciárias funcionaram numa época em que contatos e transações eram pessoais e presenciais. Hoje, o comércio, os pagamentos e as transações atravessam fronteiras. É preciso que o dinheiro também o faça com a mesma facilidade.
É muito mais sensato avaliar o sistema atual em relação ao bitcoin e as outras criptomoedas muito mais abrangentes, seguras e poderosas do que o contrário. Isso ocorrerá mais cedo ou mais tarde, mas tanto melhor quanto mais cedo.
Engenheiro
 
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