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Porto Alegre, terça-feira, 05 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 06/12/2017. Alterada em 05/12 às 21h19min

Ser guardião do governo

Wilen Manteli
A grave crise que o País atravessa tem causas estruturais que já foram suficientemente diagnosticadas, afetando negativamente o desempenho da atividade produtiva e retardando, em consequência, a tão necessária correção dos nossos profundos desníveis sociais. Portanto é imperativo focar a busca de soluções concretas através da adoção de uma postura de efetivo pragmatismo, atacando as causas, não os efeitos dos problemas.
Mas, se a sociedade continuar na posição de súdita, os donos do poder - os privilegiados da corporação estatal - prosseguirão se impondo sobre nós, os cidadãos, hoje relegados à condição de meros súditos, que continuarão pagando essa elevada conta. Parte dos integrantes da burocracia, essa verdadeira nova classe de bolcheviques, vive num mundo à parte, fixando seus elevados salários e vantagens em desacordo com a lei, e fica tudo por isso mesmo em face da omissão da população. Os brasileiros, notadamente do setor privado, encontram-se desamparados pelos políticos, inclusive por aqueles que dizem defender a igualdade entre os cidadãos.
A propósito, lembro a máxima de Platão: "A punição que os bons sofrem quando se recusam a agir é viver sob governo dos maus". Também não se deve esquecer o que preconizava Thomas Jefferson, principal redator da Constituição norte-americana, segundo o qual a sociedade tem que ser a guardiã do governo se quiser mudar para melhor. Ou seja, se ela não cobrar as mudanças necessárias, nada vai acontecer. Este desafio deve pautar a campanha eleitoral do próximo ano, cobrando-se dos candidatos um comprometimento real com esta agenda de mudanças.
Consultor da Associação Brasileira dos Terminais Portuários - ABTP
 
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