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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 05/12/2017. Alterada em 04/12 às 21h20min

Universidade do cooperativismo

Vergilio Perius
As previsões dos futurólogos acerca do ano 2020 representam não apenas simples previsão ou meras projeções num mundo desconhecido, mas implicam em profundas transformações socioculturais, que chamamos de transmutação. Neste contexto se enquadra o cooperativismo contemporâneo, e o papel do Sescoop-RS na formação profissional dos associados e empregados de cooperativas gaúchas e brasileiras, através da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo - Escoop.
O papel da universidade num mundo em constante mutação é exatamente preparar os cidadãos para os comportamentos que o desenvolvimento, como um processo irreversível, continuamente faz originar. Sua missão é nortear os comportamentos para preservar o homem e o próprio desenvolvimento em função do homem. A Escoop tem sentido quando prepara cooperativistas para desenvolver o cooperativismo, que é sempre impulsionador do mesmo.
Dois pressupostos básicos devem ser situados para caracterizar o estudo da universidade na sociedade em desenvolvimento. O primeiro se refere à autonomia da universidade. Embora a legislação brasileira sustente a autonomia didática, administrativa e financeira, isso, na ordem dos fatos, não vem ocorrendo. A universidade é o lugar onde é permitida a discussão ampla, a liberdade da palavra, a investigação dos problemas fundamentais do País.
O segundo pressuposto se refere à posição da universidade em relação à sociedade: a universidade como parte da nação. Ela está inserida no mundo concreto, faz parte integrante da vida de um país.
Eduardo Frey situa a missão da universidade em três planos diferentes: 1º a universidade deve criar um campo neutro para investigar; 2º a universidade deve manter um nível que permita aos corpos profissionais e técnicos aproveitar e seguir o avanço dos conhecimentos que se elaboram nos grandes centros científicos; e 3º e a função cultural, quando a ciência e a técnica não são fins em si mesmos. Devem servir ao homem. A tecnologia deve ser orientada em função do homem, do bem-estar e da coletividade. Assim evitará a tecnocracia e as frustrações do povo.
Presidente do Sistema Ocergs-Sescoop-RS
 
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