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Porto Alegre, domingo, 03 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 04/12/2017. Alterada em 03/12 às 19h02min

A maquiagem na reforma da Previdência

José Pedro Kuhn
A nova proposta de reforma da Previdência apresentada pelo relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), é nada mais que uma maquiagem para deixar o projeto digamos que "apresentável" para o povo brasileiro. Em tese parece mais simples e mais enxuta, mas na prática continua a mesma coisa. Antes de tudo, pode-se até elogiar a propaganda do governo para defender seu projeto, algo bem-feito, pois foi liberado pelo Congresso Nacional o valor de R$ 99 milhões para serem gastos em publicidade.
Acreditamos que os dois únicos pontos positivos desta reforma são a Desvinculação das Receitas da União (DRU) e a equiparação entre a Previdência de servidores públicos com a do Regime Geral do INSS, vista de forma benéfica para a Seguridade Social. Agora, entramos nas maldades que estão na proposta. Quem começa a trabalhar aos 20 anos vai contribuir por 45 anos para atingir os 65 anos de idade e receber seu benefício integral. O Brasil é um país com uma grande desigualdade social, e isso irá prejudicar a camada mais frágil da população, sem dúvida alguma. Ainda há muitas dúvidas e pontos em aberto na reforma que permitem muitas interpretações diferentes. Algo que vai fazer uma mudança tão grande em todo o regime da Seguridade Social deve ser discutido junto da sociedade e está acontecendo exatamente o contrário. Só concordamos com uma reforma que seja o resultado de um amplo debate com participação dos brasileiros.
O projeto é pobre. Ao possuir 15 anos de contribuição, é possível pedir a aposentadoria e ganhar 60% do benefício, mas, se houver uma contribuição por mais 10 anos, a cada ano, sobe 1% em relação ao benefício, ou seja, com 25 anos de contribuição, o trabalhador terá direito a 70% do benefício, não muda praticamente nada em relação à última proposta. Não se iluda com a propaganda do governo, os servidores públicos não são os culpados pela omissão dos governantes. A maquiagem ficou até bonitinha, mas por dentro o projeto continua maligno.
Presidente da Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas/Fetapergs
 
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