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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Esportes

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mundial de clubes

Alterada em 06/12 às 17h13min

Romarinho decide, Al Jazira vence e pode entrar no caminho do Real no Mundial

Romarinho celebra o único tento da partida

Romarinho celebra o único tento da partida


KARIM SAHIB/AFP/JC
O Al Jazira fez a festa da torcida da casa e se garantiu nas quartas de final do Mundial de Clubes nesta quarta-feira, graças a Romarinho. Campeão do torneio em 2012 pelo Corinthians, o atacante aproveitou a única chance que teve para marcar belo gol no primeiro tempo e definir o triunfo do time dos Emirados Árabes Unidos sobre o Auckland City, por 1 a 0, em Al Ain.
Mais uma vez, Romarinho mostrou estrela em um momento decisivo. Autor do gol que selou o empate por 1 a 1 com o Boca Juniors na Argentina e que abriu caminho para o título da Libertadores do Corinthians em 2012, o atacante desta vez aproveitou sobra de longe para encher o pé e garantir a classificação do Al Jazira.
Com o resultado, o time dos Emirados Árabes terá pela frente na próxima fase o Urawa Red Diamonds, campeão da Ásia, no sábado. Quem avançar, vai encarar o Real Madrid na semifinal. Já o Auckland City voltou a decepcionar, apesar de ter sido melhor ao longo da partida, e deixou sua nona participação no Mundial - a sétima seguida - logo na estreia.
Nesta quarta, o Al Jazira começou mantendo a posse de bola, mas o Auckland City era mais eficiente quando atacava e criou a primeira boa chance aos 12 minutos. Após bela troca de passes, De Vries cortou a marcação e bateu da entrada da área, travado. Aos 29, Tade e De Vries fizeram boa jogada pela esquerda e a sobra ficou na entrada da área com McCowatt, mas o atacante chutou fraco e facilitou a vida de Ali Khaseif.
Romarinho era figura quase nula na partida até então, a não ser por uma tentativa de elástico no ataque. Mas aos 37, em sua única finalização, ele resolveu o duelo. O atacante fez bela tabela com Mabkhout, que, ao tentar entrar na área, foi travado pela defesa. A sobra ficou com o brasileiro, que encheu o pé de fora da área, no canto direito do goleiro.
O gol tirou um pouco do ímpeto do Auckland, mas por pouco tempo. Na volta para a etapa final, o time neozelandês foi novamente ao ataque e demorou apenas quatro minutos para assustar. Após bela jogada pela direita, De Vries demorou e não conseguiu bater. Mas a sobra ficou com Howieson, que bateu e parou em Ali Khaseif.
Era apenas um prenúncio do que seria o segundo tempo. Mesmo sem grande qualidade técnica, o Auckland apostava na velocidade pelos lados do campo para assustar. Pela esquerda, Howieson se tornava ótima opção e quase deixou tudo igual aos nove, quando invadiu a área e bateu cruzado, com endereço certo, se não fosse o bote preciso de Fares.
Aos 21, Tavano aproveitou rebote e finalizou de fora da área, rente à trave. A blitz continuou aos 27. Tade ganhou da marcação, invadiu a área e encheu o pé, mas em cima do goleiro.
A pressão era intensa e a melhor oportunidade do Auckland aconteceria aos 29 minutos. Howieson recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro para De Vries, que bateu à queima-roupa e parou em Ali Khaseif. Seria o último grande momento da equipe, que mais uma vez se despediria logo na estreia.
Al Jazira 1 x 0 Auckland City
Ali Khaseif; Mohamed Al Attas, Mohammed Ali Ayed (Saif Al Meqbali), Musallem Fayez e Saleem Rashid; Fares Jumaa, Eissa Al Otaibah (Yaqoub Al Hosani), Khalfan Mubarak Al Shamsi (Ahmed Al Ghilani), Romarinho e Mbark Boussoufa; Ali Ahmed Mabkhout.Técnica: Henk Ten Cate.
Enaut Zubikarai; Darren White, Dae-Wook Kim, Angel Berlanga e Takuya Iwata (Micah Leaalafa); Albert Riera, Fabrizio Tavano e Cameron Howieson; Callum McCowatt (Daniel Morgan), Emiliano Tade e Ryan de VriesTécnico: Ramon Tribulietx.
Árbitro: Malang Diedhiou (SEN)
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